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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Dentro de mim
Sou de gostos simples.
Não preciso de grandes luxos, de coisas extravagantes, de sabores requintados, comida gourmet ou roupa Prada.
Sou feliz com uma chávena de chá, uma manta e os meus.Não
preciso de sair de casa para me divertir.
Não preciso de beber para me rir, não preciso estar em grupo para estar feliz.
Gosto de sol, de domingos, de dias compridos com muita luz e passeios a pé.
Sou
feliz com um beijo teu, com uma pizza, um olhar cúmplice, um filme na cama, uma piada nossa. Gosto das minhas pessoas.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Reflexões
Em 2018 mudei de casa.
Em 2018 aceitei quem sou, como sou, e isso ajudou-me a crescer
Em 2018 o meu marido foi operado a um problema grave.
Em 2018 comprei um carro
Em 2018 o meu marido foi operado a um problema grave.
Em 2018 comprei um carro
Em 2018 fiz quarenta anos
Em 2018 o meu filho recebeu um prémio desportivo individual
Em 2018 joguei bilhar e setas pela primeira vez na vida.
Em 2018 vi pela primeira vez um filme em 3D no cinema.
Em 2018 fizemos uma massagem a 2
Em 2018 o meu filho dormiu na avó pela primeira vez
Em 2018 fiz pela primeira vez uma mamografia
Em 2018 o meu marido expandiu muito no trabalho dele
Em 2018 o meu filho tirou pela primeira vez um 100% num teste
Em 2018 fui a um concerto
Em 2018 vivi mais a minha vida e menos a dos meus pais
Em 2018 chorei menos
Em 2018 amei ainda mais
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Momentos
Sempre que passava uns dias de férias em casa do meus avós mantinha os mesmos rituais. Lembro-me muito bem, da casa, dos cheiros, dos sons.
O chapéu do meu avô pendurado no bengaleiro, as rolas a cantar. Abria a primeira gaveta da cómoda do quarto deles e via aquelas roupas antigas mas tão bem passadas e cuidadas.
Brincava nas escadinhas que davam para as outras casas, ia para o poço meia ás escondidas da minha avó brincar com a Barbie.
A casa era calma, ali nunca haviam gritos, nem discussões, apenas duas pessoas marcadas pelo tempo, que não sabiam ler nem escrever, mas tinham todo um leque de conhecimentos da vida como nunca vi.
O ritual era sempre o mesmo. Íamos à missa e quando voltávamos ia com o meu avô dar de comer ás rolas e galinhas. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que vi rolas bebés acabadas de nascer. Elas não se calavam, mas aquele som era de certa maneira reconfortante e familiar.
No quintal havia couves, cenouras e batatas. Eram dali os ingredientes para a sopa. Os lanches, um bom bife no meio do pão, alertavam que a hora de ir embora estava a chegar, e eu assim o comia sentada nas escadas a olhar a estrada. Ao longe a minha mãe, de sorriso de orelha a orelha a subir o caminho para me vir buscar. E é assim que percebemos que a felicidade é tão simples.
O chapéu do meu avô pendurado no bengaleiro, as rolas a cantar. Abria a primeira gaveta da cómoda do quarto deles e via aquelas roupas antigas mas tão bem passadas e cuidadas.
Brincava nas escadinhas que davam para as outras casas, ia para o poço meia ás escondidas da minha avó brincar com a Barbie.
A casa era calma, ali nunca haviam gritos, nem discussões, apenas duas pessoas marcadas pelo tempo, que não sabiam ler nem escrever, mas tinham todo um leque de conhecimentos da vida como nunca vi.
O ritual era sempre o mesmo. Íamos à missa e quando voltávamos ia com o meu avô dar de comer ás rolas e galinhas. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que vi rolas bebés acabadas de nascer. Elas não se calavam, mas aquele som era de certa maneira reconfortante e familiar.
No quintal havia couves, cenouras e batatas. Eram dali os ingredientes para a sopa. Os lanches, um bom bife no meio do pão, alertavam que a hora de ir embora estava a chegar, e eu assim o comia sentada nas escadas a olhar a estrada. Ao longe a minha mãe, de sorriso de orelha a orelha a subir o caminho para me vir buscar. E é assim que percebemos que a felicidade é tão simples.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Certezas
Os dias começam todos iguais. Não sabemos como vão terminar, mas há partida sabemos como vão começar.
Esperamos que o despertador toque, que o sol nasça. O leite na mesma malga, arrumada no mesmo sitio. Os mesmos cereais e os mesmos minutos contados.
A chave roda para fechar a porta atras de nós e os passos levam-nos até á escola. Há tempo para sorrir, para ir fazendo umas brincadeiras a 3 pelo caminho. Para nos empurrarmos, para rir.
Há a certeza de do amor. Gigante. Do tamanho do mundo. Do tamanho dos nossos sonhos.
Há a certeza que não sabemos como o dia irá acabar mas sabemos que começa com este amor. O nosso amor, ao nosso ritmo. Só para nós. Nem que seja apenas por mais um dia.
Esperamos que o despertador toque, que o sol nasça. O leite na mesma malga, arrumada no mesmo sitio. Os mesmos cereais e os mesmos minutos contados.
A chave roda para fechar a porta atras de nós e os passos levam-nos até á escola. Há tempo para sorrir, para ir fazendo umas brincadeiras a 3 pelo caminho. Para nos empurrarmos, para rir.
Há a certeza de do amor. Gigante. Do tamanho do mundo. Do tamanho dos nossos sonhos.
Há a certeza que não sabemos como o dia irá acabar mas sabemos que começa com este amor. O nosso amor, ao nosso ritmo. Só para nós. Nem que seja apenas por mais um dia.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Momentos
Ontem, fui dar uma volta de carro com os amores da minha vida, a ouvir musicas que o meu DJ pequeno ia pondo, o sol a bater no vidro, naqueles domingos á tarde, pacíficos em familia. Nisto começou uma
música que eu adoro e naquele momento tive uma espécie de
vislumbre da minha vida. Do que já passamos, do que continuamos a passar. Tenho 40 anos e uma vida pela
frente. Tudo aquilo que eu sonhei para a minha vida aconteceu, tenho a família que sempre quis, o emprego certo para mim, uma casa, um cão. Apesar de tudo isto, sei, que o melhor ainda está para
acontecer.
De repente a minha vida passou-me toda à frente dos meus olhos. Algumas coisas já deixaram de estar no plano dos sonhos para se tornarem coisas concretas, outras existem cada vez mais presentes na minha cabeça para serem concretizadas.
Adoro sonhar. Sonhar com o que quero fazer, com o que vamos visitar, com o que vamos obter.
Senti naquele momento, uma onda de amor e de felicidade difícil de expressar. Tenho o coração cheio. Por te-los ao meu lado, por ser tão, mas tão abençoada. Sou uma pessoa feliz!
De repente a minha vida passou-me toda à frente dos meus olhos. Algumas coisas já deixaram de estar no plano dos sonhos para se tornarem coisas concretas, outras existem cada vez mais presentes na minha cabeça para serem concretizadas.
Adoro sonhar. Sonhar com o que quero fazer, com o que vamos visitar, com o que vamos obter.
Senti naquele momento, uma onda de amor e de felicidade difícil de expressar. Tenho o coração cheio. Por te-los ao meu lado, por ser tão, mas tão abençoada. Sou uma pessoa feliz!
sábado, 1 de dezembro de 2018
Para o meu amor
"é tão bom fazer estrada contigo, seja qual for o caminho que seguimos. é tão bom saber que te tenho e que te sou, venha o que vier. é tão bom ter o teu sossego dentro do meu coração-furacão e a tua razão dentro do meu lado lunar. é tão bom saber que foi há muito tempo e que nós continuamos aqui, a ver a vida a ser dura e a ser leve, a ser mais cheia e, às vezes, mais vazia, a trazer tudo o que nos surpreende e tudo o que nos centra. tu e eu. no meio de tudo o que vivemos para ser quem somos, nos lugares que preenchemos juntos, nas subidas que ganhamos fôlego juntos, nos silêncios que nos unem, juntos. de tudo o que é preciso fazer quando é preciso chegar.
são sempre muitas as palavras que guardo para ti. felizes, luminosas e doces. como os abraços fortes, serenos e inteiros que continuamos a dar desde aquele primeiro dia. e hoje - por nada e por tudo - é tão bom poder dizer-te assim: ainda bem que vieste, que persististe e que ficaste. que sejas sempre feliz em mim. e que saibas que te guardo no lugar mais bonito e seguro e sereno que tenho.
amo-te. meu amor querido."
são sempre muitas as palavras que guardo para ti. felizes, luminosas e doces. como os abraços fortes, serenos e inteiros que continuamos a dar desde aquele primeiro dia. e hoje - por nada e por tudo - é tão bom poder dizer-te assim: ainda bem que vieste, que persististe e que ficaste. que sejas sempre feliz em mim. e que saibas que te guardo no lugar mais bonito e seguro e sereno que tenho.
amo-te. meu amor querido."
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Bilhetes de amor
Estes dias vi escrita na borracha do meu filho um A+M e um coração.
Perguntei o que era. Diz ele que é uma menina que gosta dele e escreveu na sua safa (borracha) aquela junção dos nomes com um coração.
Não me ri para ele não se sentir envergonhado e disse que era normal que no meu tempo também se fazia isso.
Por momentos retrocedi aos meus tempos de escola.
Todas as minhas colegas recebiam bilhetinhos e corações. Eu não. Parecia a "gorda" (embora não o fosse) que nunca ninguém a quer.
Hoje, em adulta recupero tudo, tenho um Homem que me mima com tudo : tenho surpresas, bilhetes, rosas, prendas e recados no espelho com baton.
Perguntei o que era. Diz ele que é uma menina que gosta dele e escreveu na sua safa (borracha) aquela junção dos nomes com um coração.
Não me ri para ele não se sentir envergonhado e disse que era normal que no meu tempo também se fazia isso.
Por momentos retrocedi aos meus tempos de escola.
Todas as minhas colegas recebiam bilhetinhos e corações. Eu não. Parecia a "gorda" (embora não o fosse) que nunca ninguém a quer.
Não sei bem como funciona actualmente, mas aparentemente também se mandam bilhetinhos e corações. Afinal não é apenas tudo transmitido via instagram, facebook ou whatsapp.
No meu tempo, eu era como se fosse a "gorda" no canto, de óculos, na espera ansiosa de receber um bilhete que não chegaria jamais.
Eu esperava qualquer um, nem que fosse mal escrito, com erros, numa folha rasgada, num guardanapo, num lenço de papel... desde que viesse.
Poderia até ser anónimo, até era giro ficar a pensar quem seria o Don Juan. Mas nada. Nunca.Hoje, em adulta recupero tudo, tenho um Homem que me mima com tudo : tenho surpresas, bilhetes, rosas, prendas e recados no espelho com baton.
Tu das-me tudo.
Há sempre uma "gorda" no dia dos namorados, que fica sentada ao canto, à espera do bilhetinho.
Se as coisas correrem bem, pode não ser agora, mas haverá um dia em que ele aparecerá com bilhete ou sem, mas certamente com amor.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Coisas minhas
Não ando nos meus melhores dias, é verdade.
Não sei se preciso de um novo corte de cabelo, de emagrecer, se preciso de roupa nova, de tudo junto, ou de nada disto.
Talvez seja só o SPM (Sindrome pré menstrual) de que agora tanto sofro.
Estou no trabalho apenas a pensar no momento de chegar a casa, nos nossos fins de semana que têm sido maravilhosos, de ter tempo para mim e para o meu marido, para as nossas conversas, para as nossas músicas, as nossas séries e os nossos filmes, para fazer os nossos planos e para rirmos juntos. Fazer o jantar com gosto, com música ou uma novela, com ingredientes escolhidos a dedo. Gosto da serenidade que conquistámos. Ouvir as historias do meu filho e aconchega-lo na cama.
Dias que são iguais a tantos outros mas que me enchem o coração.
Não sei se preciso de um novo corte de cabelo, de emagrecer, se preciso de roupa nova, de tudo junto, ou de nada disto.
Talvez seja só o SPM (Sindrome pré menstrual) de que agora tanto sofro.
Estou no trabalho apenas a pensar no momento de chegar a casa, nos nossos fins de semana que têm sido maravilhosos, de ter tempo para mim e para o meu marido, para as nossas conversas, para as nossas músicas, as nossas séries e os nossos filmes, para fazer os nossos planos e para rirmos juntos. Fazer o jantar com gosto, com música ou uma novela, com ingredientes escolhidos a dedo. Gosto da serenidade que conquistámos. Ouvir as historias do meu filho e aconchega-lo na cama.
Dias que são iguais a tantos outros mas que me enchem o coração.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Filhos de coração
Há dias, vi num programa de Tv a actualização da historia da Alexandra.
A Alexandra era aquela menina Russa que foi para casa de um casal Português e ali viveu 5 anos ate ser retirada pelo tribunal para ir de volta para a Rússia com a sua mãe biológica.
A mãe biologia batia na filha, maltrava-a, a miúda estava sub-nutrida e este casal acolheu-a, deu-lhe uma família, amor e condições para ela se tornar uma criança estável. Tudo tentaram para a adoptar legalmente mas tal não foi possível. A mãe biológica entre bebedeiras e drogas lá a ia visitando.
Quem não lembra de ver todos os canais a transmitir em directo o dia em que a menina foi entregue a mãe? Os gritos e o desespero. Mas foi a decisão dos nossos tribunais. Ela era a mãe biológica e por isso tinha direito. Mesmo não lhe dando estabilidade, amor, carinho, comida e roupa lavada. O essencial.
A menina foi para a Rússia viver em más condições, e sabe Deus como.
Passados agora 9 anos a Alexandra não tem contacto assíduo com a família que a acolheu, com o pai e mãe de coração.
O verdadeiro amor por um filho não depende dos laços de sangue, da idade, do sexo, de ter esta ou aquela personalidade, de se comportar desta ou daquela maneira, de ter este ou aquele problema de saúde, aquela limitação. Pai é quem cria, é quem dá amor, e para esta família aquela menina será sempre sua filha, mesmo que não o seja.
A Alexandra era aquela menina Russa que foi para casa de um casal Português e ali viveu 5 anos ate ser retirada pelo tribunal para ir de volta para a Rússia com a sua mãe biológica.
A mãe biologia batia na filha, maltrava-a, a miúda estava sub-nutrida e este casal acolheu-a, deu-lhe uma família, amor e condições para ela se tornar uma criança estável. Tudo tentaram para a adoptar legalmente mas tal não foi possível. A mãe biológica entre bebedeiras e drogas lá a ia visitando.
Quem não lembra de ver todos os canais a transmitir em directo o dia em que a menina foi entregue a mãe? Os gritos e o desespero. Mas foi a decisão dos nossos tribunais. Ela era a mãe biológica e por isso tinha direito. Mesmo não lhe dando estabilidade, amor, carinho, comida e roupa lavada. O essencial.
A menina foi para a Rússia viver em más condições, e sabe Deus como.
Passados agora 9 anos a Alexandra não tem contacto assíduo com a família que a acolheu, com o pai e mãe de coração.
O verdadeiro amor por um filho não depende dos laços de sangue, da idade, do sexo, de ter esta ou aquela personalidade, de se comportar desta ou daquela maneira, de ter este ou aquele problema de saúde, aquela limitação. Pai é quem cria, é quem dá amor, e para esta família aquela menina será sempre sua filha, mesmo que não o seja.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
De volta ás rotinas
Começamos oficialmente hoje o novo ano escolar, já que ontem foi apenas para aquecer os motores, para a apresentação ao Diretor de Turma, para conhecer a nova escola e fazer amigos.
Hoje sim, no 5º ano, numa escola nova, com rotinas totalmente novas, lá o deixei no meio de tantos outros, de mochila com o lanche as costas, um telemovel silencioso escondido para os professores não ralharem, mas para ele ter a segurança de ligar á mãe se necessário.
Deixei-o entrar e senti os seus pequenos olhos postos em mim lá de dentro. Perguntei o que se passa, diz-me que não chegaram ainda os amigos, mas que ia à papelaria comprar a senha da cantina.
Ás tantas lá viu um amigo e la foram abraçados, em busca da nova sala de aula.
Ele está bem, é um Homem, desenrasca-se, mas o meu coração de mãe bate depressa. Fica apertado. Fico com aquele friozinho na barriga. Apetecia-me ir com ele, mostrar-lhe tudo e ajudar, mas sei que é um caminho que ele tem que fazer sozinho.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Querido, vamos mudar de casa!
Estou há 15 anos nesta casa, nesta rua. Gosto muito da minha casa, e gosto muito de viver aqui. Nunca tive problemas com a vizinhança, a zona é calma e nunca houve problemas. Tenho basicamente tudo à mão. Escola, talho, padarias, mercearias.
A questão é que a minha casa é pequena. Não o era quando casamos, mas a família cresce e a casa já não dá. Decidimos há uns tempos que iríamos vender a casa e comprar uma maior. Ganhar espaço e qualidade de vida.
Os meses foram passando, os anos e a casa não vendia.
Até agora. De repente, em 3 dias vendemos a casa e ficamos um a olhar para o outro com um misto de alegria e nostalgia.
A nostalgia (pelo menos comigo) durou ali 2 dias e deu lugar a outro sentimento que é a vontade de recomeçar, noutro sítio. Com novas rotinas. Com novo ar.
Agora é tempo de procurar. Talvez a tarefa mais difícil, a de encontrar novo ninho, algo que nos preencha e com a qual nos identifiquemos.
Vamos voltar a sentir aquela sensação de entrar numa casa nova e arrumar as nossas coisas nos sítios certos. Ver de que lado fica melhor o sofá, pendurar os quadros. Tornar aquele espaço vazio, cheio, com a nossa historia.
Como diria alguém que agora não me lembro, mudar de casa é um bocadinho como poder viver uma nova vida, sem ter de morrer pelo meio.
Já me imagino a chegar a uma casa, e de começar a imaginar as minhas coisas ali, a nossa vida naquele novo lugar, a felicidade por estrear, toda uma vida em perspectiva.
Imagino a felicidade que será ver as paredes mudarem de cor (se for o caso), os meus móveis a entrar em casa, as caixas a ficarem vazias, e nós os 3 a decidir onde fica cada detalhe.
Vai ser bom. Acredito.
A questão é que a minha casa é pequena. Não o era quando casamos, mas a família cresce e a casa já não dá. Decidimos há uns tempos que iríamos vender a casa e comprar uma maior. Ganhar espaço e qualidade de vida.
Os meses foram passando, os anos e a casa não vendia.
Até agora. De repente, em 3 dias vendemos a casa e ficamos um a olhar para o outro com um misto de alegria e nostalgia.
A nostalgia (pelo menos comigo) durou ali 2 dias e deu lugar a outro sentimento que é a vontade de recomeçar, noutro sítio. Com novas rotinas. Com novo ar.
Agora é tempo de procurar. Talvez a tarefa mais difícil, a de encontrar novo ninho, algo que nos preencha e com a qual nos identifiquemos.
Vamos voltar a sentir aquela sensação de entrar numa casa nova e arrumar as nossas coisas nos sítios certos. Ver de que lado fica melhor o sofá, pendurar os quadros. Tornar aquele espaço vazio, cheio, com a nossa historia.
Como diria alguém que agora não me lembro, mudar de casa é um bocadinho como poder viver uma nova vida, sem ter de morrer pelo meio.
Já me imagino a chegar a uma casa, e de começar a imaginar as minhas coisas ali, a nossa vida naquele novo lugar, a felicidade por estrear, toda uma vida em perspectiva.
Imagino a felicidade que será ver as paredes mudarem de cor (se for o caso), os meus móveis a entrar em casa, as caixas a ficarem vazias, e nós os 3 a decidir onde fica cada detalhe.
Vai ser bom. Acredito.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
A minha mãe e eu!
A minha mãe sempre fez mil coisas para me proteger, hoje parece-me um exagero, mas em criança, acatamos sem questionar. Eu não andava na rua à noite porque fazia frio, não comia gelados porque faziam mal à garganta, sempre penteada e bem vestida, não corria muito porque podia cair..... enfim, uma infância super protegida que me privou, vejo hoje, de muitas coisas.
Lembro-me
bem de ser criança. Consigo fechar os olhos e lembrar-me das tardes que passei sozinha em casa nas férias, ou quando por vezes ia para casa dos meus avós. No fundo foi uma infância feliz, dentro daquilo que me era oferecido.
Quando não tens termo de comparação, és verdadeiramente feliz.
Os nossos pais, já na nossa infancia mudaram muito, eles foram crianças do tempo da ditadura e a disciplina e rigidez era coisa certa. O meu pai chegou a passar muitas dificuldades, nomeadamente fome. A minha mãe não. Vinda de uma familia de mais meios, da cidade (como se dizia) não teve tantas carencias.
Sei que os nossos pais, quando foram eles proprios pais, tentaram ser diferentes dos pais deles, tentavam ser mais compreensivos, mais tolerantes, mas sempre dentro do que ainda estava enraizado dentro deles.
Havia sempre um "deixa o teu pai chegar do trabalho
que já conversamos" e muitas ameaças do "em casa conversamos", em minha casa não, mas sei que pais da geração dos meus ainda utilizavam a celebre chinelada, palmada e estalo. Já não havia vergastadas com cintos (como o meu avô fazia ao meu pai) mas havia ali ainda algo que estava entranhado nas suas próprias educações.
Ainda hoje, na minha geração ainda há pais assim, do pensamento "no meu tempo levava umas palmadas e
não me fez mal nenhum". Felizmente já há mais dos que pensam que não é necessário bater ou sacudir as moscas para se fazer ouvir.
Os
tempos e os contextos são diferentes, as circunstâncias são diferentes e
os recursos que temos agora tambem são diferentes. Sei que a minha mãe fez o
melhor que sabia com os recursos que tinha. Eu faço o melhor que sei com
os recursos que tenho.
Na minha casa já não existia o tratar a mãe por "você", mas ao mesmo tempo acho que deveria ter havido um pouco mais de aproximação. Física. Abraços, beijos, carinhos.
Hoje com o meu filho sei que tento compensar tudo isso, eu beijo, eu abraço, eu afago, eu mimo. Também resmungo, disciplino. Também chocamos, faz parte.
Não me revolto, os meus pais fizeram o que achavam que era melhor para mim. Eu faço o que acho melhor para o meu filho e hoje consigo compreender muita coisa quando ela dizia "um dia vais perceber, quando fores mãe."
Hoje compreendo sim, posso não concordar, mas compreendo.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Pergunta sem resposta
Sou crente. Não pratico rituais nenhuns por sistema, mas sou crente.
Creio por uma questão de sanidade mental. De acreditar que, no fim, tudo acaba bem.
Acredito que um dia nos vamos encontrar todos, que vamos estar em harmonia, lá não sei onde.
Gosto de acreditar nisso. Acredito que há algo, alguém, acima de nós que nos rege, que toma conta de nós, que nos guia.
Confesso que ás vezes questiono. Questiono que se há um Deus tão bom, porque acontecem coisas tão más? A pessoas tão boas, tão inocentes?
Penso que não haverá resposta, não sei. Talvez sejam coisas que têm que acontecer para melhorar alguém, para tocar em alguém, não sei.
Gostava que um dia me explicassem.
Olho para o céu todos os dias na minha varanda, bem cedo, respiro fundo e agradeço, a Ele, a Alguém, o facto de estar aqui, de ter o meu marido, filho e pais comigo, de ter uma casa, um emprego, uma família. Agradeço e respiro.Começa o meu dia!
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Sobre o amor
Estava precisamente a pensar em escrever sobre o estar apaixonada. Sobre haver dias em que a paixão pelos teus, pelo que tens, pelo que conseguiste, te inunda o coração de tal maneira que até custa respirar.
Hoje estou assim, avassaladoramente apaixonada. Pela minha familia, pelo meu trabalho, pela minha casa,...
Estou precisamente a pensar em escrever sobre isto, quando leio este texto. Partilho convosco em plena harmonia com o que estas palavras hoje dizem.
" acordo muitas vezes apaixonada. perdidamente apaixonada. sei-o nos pequenos detalhes de mim. nas músicas que fico a cantarolar o dia todo. na leveza dos passos que dou. na certeza de tudo o que não quero.
no outro dia, li algures que viver apaixonado é a melhor coisa que nos pode acontecer. e também aquela que mais trabalho dá a manter. e é por isso que trabalho tanto, para viver apaixonada. pelas coisas simples e bonitas da vida. aquelas que – tantas vezes – só eu, e os que vivem na mesma sintonia que eu, reparo e guardo no peito.
sei que este tanto que me apaixona pode ser só um sorriso aberto, ou um raio de sol, ou um cheiro, ou
Hoje estou assim, avassaladoramente apaixonada. Pela minha familia, pelo meu trabalho, pela minha casa,...
Estou precisamente a pensar em escrever sobre isto, quando leio este texto. Partilho convosco em plena harmonia com o que estas palavras hoje dizem.
" acordo muitas vezes apaixonada. perdidamente apaixonada. sei-o nos pequenos detalhes de mim. nas músicas que fico a cantarolar o dia todo. na leveza dos passos que dou. na certeza de tudo o que não quero.
no outro dia, li algures que viver apaixonado é a melhor coisa que nos pode acontecer. e também aquela que mais trabalho dá a manter. e é por isso que trabalho tanto, para viver apaixonada. pelas coisas simples e bonitas da vida. aquelas que – tantas vezes – só eu, e os que vivem na mesma sintonia que eu, reparo e guardo no peito.
sei que este tanto que me apaixona pode ser só um sorriso aberto, ou um raio de sol, ou um cheiro, ou
sábado, 19 de maio de 2018
A propósito do dia da familia
Já disse aqui várias vezes que antes de ser mãe não achava piada nenhuma ás crianças. Na minha juventude sempre tive a certeza que nenhuma criança alguma vez gostaria de mim porque não tinha jeito nenhum, nem paciência para eles.
Hoje no papel de mãe, vejo o quanto o meu filho me ama e sinto-me sem palavras.
Sou muito realizada e feliz. Tenho o Homem mais maravilhoso que há, que é também o melhor pai do mundo.
Peço a Deus para que eu esteja sempre à altura da palavra mãe e que eu o ame, guie, oriente, eduque e prepare para a vida, o melhor que conseguir, para que o meu filho cresça com responsabilidade e valores. Para que encontre o seu caminho e seja feliz.
Hoje no papel de mãe, vejo o quanto o meu filho me ama e sinto-me sem palavras.
Sou muito realizada e feliz. Tenho o Homem mais maravilhoso que há, que é também o melhor pai do mundo.
Peço a Deus para que eu esteja sempre à altura da palavra mãe e que eu o ame, guie, oriente, eduque e prepare para a vida, o melhor que conseguir, para que o meu filho cresça com responsabilidade e valores. Para que encontre o seu caminho e seja feliz.
terça-feira, 15 de maio de 2018
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Dias a dois
Há umas semanas atrás, com a cabeça muito cheia, cansados, e saídos de um problema de saúde (assim espero) estávamos a precisar de
fugir, de espairecer, de ver gente e mudar de ares.
Embora com alguns dias de férias mas com o pequeno na escola, as opções não eram muitas.
Seria possível uma fuga de apenas.... 48 horas.
Aliado a uma consulta de pós operatório que tínhamos marcada, juntamos-lhe uma tarde livre e um feriado e assim marcamos 2 dias num Hotel e Spa.
Inicialmente seria para os 3 mas á ultima da hora acabamos por ir os dois, sozinhos e muito felizes.
Não fica muito caro e estas fugas vejo agora que são muitas vezes essenciais para uma quebra de rotinas, uma fuga ao dia a dia e uma lufada de ar fresco.
Depois de desfrutar de um tempo na piscina (quase vazia, uma maravilha), uma massagem a dois, um chá e um bom banho quente, fomos procurar conhecer a cidade.
Não jantamos no Hotel para podermos conhecer novos sítios e restaurantes. A pé percorremos o que nos apeteceu em busca de um restaurante. As casas antigas e coloridas do centro, o sobe e desce das estradinhas, as lojas com montras apelativas e um restaurante muito típico e com comida caseira e maravilhosa, encheram-nos as medidas.
De volta ao Hotel, uma noite maravilhosa, calma, com um pequeno almoço maravilhoso a olhar a paisagem linda á nossa frente.
Não foi muito tempo, mas na verdade penso que o que pretendíamos foi alcançado: respirar um ar diferente, conhecer sítios diferentes, relaxar no Spa e acima de tudo sentir que saímos de casa, do nosso mundo, mesmo que por apenas 48 horas.
Acima de tudo, como eu costumo dizer, criámos memórias. Memórias lindas, carinhosas e que ficam cá dentro para durar. A repetir.
Embora com alguns dias de férias mas com o pequeno na escola, as opções não eram muitas.
Seria possível uma fuga de apenas.... 48 horas.
Aliado a uma consulta de pós operatório que tínhamos marcada, juntamos-lhe uma tarde livre e um feriado e assim marcamos 2 dias num Hotel e Spa.
Inicialmente seria para os 3 mas á ultima da hora acabamos por ir os dois, sozinhos e muito felizes.
Não fica muito caro e estas fugas vejo agora que são muitas vezes essenciais para uma quebra de rotinas, uma fuga ao dia a dia e uma lufada de ar fresco.
Depois de desfrutar de um tempo na piscina (quase vazia, uma maravilha), uma massagem a dois, um chá e um bom banho quente, fomos procurar conhecer a cidade.
Não jantamos no Hotel para podermos conhecer novos sítios e restaurantes. A pé percorremos o que nos apeteceu em busca de um restaurante. As casas antigas e coloridas do centro, o sobe e desce das estradinhas, as lojas com montras apelativas e um restaurante muito típico e com comida caseira e maravilhosa, encheram-nos as medidas.
De volta ao Hotel, uma noite maravilhosa, calma, com um pequeno almoço maravilhoso a olhar a paisagem linda á nossa frente.
Não foi muito tempo, mas na verdade penso que o que pretendíamos foi alcançado: respirar um ar diferente, conhecer sítios diferentes, relaxar no Spa e acima de tudo sentir que saímos de casa, do nosso mundo, mesmo que por apenas 48 horas.
Acima de tudo, como eu costumo dizer, criámos memórias. Memórias lindas, carinhosas e que ficam cá dentro para durar. A repetir.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
O nosso amor
Já passaram 18 anos. Uns bons outros melhores ainda... Podia começar por dizer que o amo mas a palavra ao pé do sentimento parece banal.
Não mudava nada. Não mudava a maneira como tudo começou, não mudava o namoro, não mudava nada no meu casamento, nem o estido, nem comida, lembranças, nada.
Casei como sempre sonhei e com quem sempre sonhei.
Se voltasse atrás não fazia nada diferente.
Cometi erros, e cometo, mas apredemos e superamos, temos superado tudo.
Mostrou-me que os príncipes existem.
Acordo de manha com o coração cheio de amor, de felicidade e de preenchimento. Não imagino melhor vida para mim, tenho o Homem que amo, o filho mais magnifico que se pode imaginar.
Ainda hoje não sei como é que o Homem perfeito me amou.
Não mudava nada. Não mudava a maneira como tudo começou, não mudava o namoro, não mudava nada no meu casamento, nem o estido, nem comida, lembranças, nada.
Casei como sempre sonhei e com quem sempre sonhei.
Se voltasse atrás não fazia nada diferente.
Cometi erros, e cometo, mas apredemos e superamos, temos superado tudo.
Mostrou-me que os príncipes existem.
Acordo de manha com o coração cheio de amor, de felicidade e de preenchimento. Não imagino melhor vida para mim, tenho o Homem que amo, o filho mais magnifico que se pode imaginar.
Ainda hoje não sei como é que o Homem perfeito me amou.
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