Se há prazer que me dá são os sábados á noite, em casa, em familia.
O som e o cheiro da minha casa, de um café acabado de fazer, um leite creme quentinho. O rapaz a brincar na sala, o cão aos nossos pés. Um assado no forno, uma sangria fresquinha. A tua companhia. Nós.
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sábado, 23 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Explicar o amor
Dizem que o amor não se explica, que não se resume, não se define, não se compara, apenas se sente. Diz-se que cada um ama à sua maneira, cada
coração palpita de uma maneira, de um único jeito.
Eu concordo que isso tudo seja verdade, que não sabemos dizer bem o porquê de amarmos alguém mas se me perguntarem o que amo nele, eu sei dizer.
Amo a inteligência, o sentido de humor fantástico. Gosto de o ouvir, de ouvir o que ele tem para dizer e de saber a sua opinião, gosto de conversar com ele, gosto que ele me ensine coisas que eu não sei. Gosto de o admirar,de o ver a vestir-se, a despir-se. Gosto do amor dele pelo nosso filho, pela família, pelos animais.
Gosto da sua honestidade, do facto de ser impulsivo, gosto quando ele é mimalho.Gosto da atitude protectora, gosto que ele goste de cuidar de mim.
Gosto que seja boa pessoa, com um bom coração. O melhor que conheço. Gosto que seja amigo do seu amigo. Amo tudo nele.
Posso não saber explicar o amor, mas sei bem os motivos porque o amo.
Eu concordo que isso tudo seja verdade, que não sabemos dizer bem o porquê de amarmos alguém mas se me perguntarem o que amo nele, eu sei dizer.
Amo a inteligência, o sentido de humor fantástico. Gosto de o ouvir, de ouvir o que ele tem para dizer e de saber a sua opinião, gosto de conversar com ele, gosto que ele me ensine coisas que eu não sei. Gosto de o admirar,de o ver a vestir-se, a despir-se. Gosto do amor dele pelo nosso filho, pela família, pelos animais.
Gosto da sua honestidade, do facto de ser impulsivo, gosto quando ele é mimalho.Gosto da atitude protectora, gosto que ele goste de cuidar de mim.
Gosto que seja boa pessoa, com um bom coração. O melhor que conheço. Gosto que seja amigo do seu amigo. Amo tudo nele.
Posso não saber explicar o amor, mas sei bem os motivos porque o amo.
sábado, 9 de dezembro de 2017
A minha pessoa
Como nunca tive irmãos, nunca tive que partilhar nada, nem pedir, nem emprestar.
Emprestar ainda hoje é algo que me incomoda um pouco.
Também nunca tive ninguém com quem falar ou alguém que me compreendesse. Alguém que apenas pelo olhar saberia em que penso. Se precisar de falar.
Também nunca achei que fosse encontrar essa pessoa. Tive amigas que poderiam estar aí perto, dessa compreensão e cumplicidade comigo, mas nunca numa essencia profunda como aquela que eu sempre esperei.
Hoje tenho isso e muito mais. Eu não preciso falar, explicar. Basta o meu olhar, sorriso ou outra qualquer expressão corporal que ele entende isso e muito mais.
Adivinha sempre o motivo pelo qual eu amuei, mesmo quando não me queixo, sabe as minhas preocupações, os meus medos, as minhas musicas da vida, sabe tudo sobre mim.
É a minha alma, a minha pessoa, e é muito mais do que eu alguma vez sonhei.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Por hoje...
No meu coração moram todas as dúvidas, mas também todas as certezas. É de lá
que saem as mais difíceis, mas também as melhores decisões.
Acredito que as respostas estão sempre lá, mesmo quando não as ouvimos ou não as sabemos interpretar. É nesse refugio que tenho que permanecer quando preciso de me encontrar.
Também no meu coração vives tu. Tu e ele.
Fechados a sete chaves com medo de vos perder. És a minha bússola , és a voz voz serena que me abraça quando preciso de mais fé. És o lugar mais bonito onde quero estar.
Hoje sinto-me agradecida.
Acredito que as respostas estão sempre lá, mesmo quando não as ouvimos ou não as sabemos interpretar. É nesse refugio que tenho que permanecer quando preciso de me encontrar.
Também no meu coração vives tu. Tu e ele.
Fechados a sete chaves com medo de vos perder. És a minha bússola , és a voz voz serena que me abraça quando preciso de mais fé. És o lugar mais bonito onde quero estar.
Hoje sinto-me agradecida.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Felicidade
Tenho cada vez mais o hábito de falar na importância das pequenas coisas que nos rodeiam e que nos acontecem. Realmente para mim é através delas que muitas vezes nos inspiramos e somos felizes e nem nos apercebemos.
A felicidade acontece assim, de forma simples, nos pequenos gestos, sem grandes planos, sem avisar e ao mais simples acaso.
A felicidade acontece assim, de forma simples, nos pequenos gestos, sem grandes planos, sem avisar e ao mais simples acaso.
Cada vez mais valorizo e agradeço pelas pequenas coisas, e é incrível a dimensão que elas podem atingir.
Tenho a sorte de ter um marido que faz destes momentos o nosso dia a dia. Torna os meus dias todos especiais, como se fosse sempre o primeiro dia que passamos juntos.
sábado, 4 de novembro de 2017
Amar... a mim!
Amar-se é cuidar de si mesmo.
É procurar dentro de si o que está a acontecer quando alguma coisa não vai bem. Conheça-se bem e trate de si.
Primeiro é preciso cuidar-se e não sentir culpa de ter chegado ao próprio limite. Não podemos viver a vida de outra pessoa e deixar a nossa para que outros a manipulem.
É preciso aprender a silenciar, a dizer não quando é preciso, é não dar ouvidos a quem apenas julga, é aprender a entender os próprios limites. É por pontos finais ou dar novas oportunidades quando merecidas.
Amar-se é, acima de tudo, valorizar-se, é acreditar na nossa competência como ser humano.
Haverá momentos em que não vamos estar bem, aí, o melhor é desacelerar e ir de encontro ao nos dá mais força. São horas de fechar certos ciclos, limar certas arestas e confrontar-se mais com a vida. Algumas dores serão inevitáveis, mas ame-se e posicione-se.
Procure alimento espiritual, procure a sua cura. Recomece e, se preciso abra novas portas.
Ame os outros, amando-se sempre em primeiro lugar.
É procurar dentro de si o que está a acontecer quando alguma coisa não vai bem. Conheça-se bem e trate de si.
Primeiro é preciso cuidar-se e não sentir culpa de ter chegado ao próprio limite. Não podemos viver a vida de outra pessoa e deixar a nossa para que outros a manipulem.
É preciso aprender a silenciar, a dizer não quando é preciso, é não dar ouvidos a quem apenas julga, é aprender a entender os próprios limites. É por pontos finais ou dar novas oportunidades quando merecidas.
Amar-se é, acima de tudo, valorizar-se, é acreditar na nossa competência como ser humano.
Haverá momentos em que não vamos estar bem, aí, o melhor é desacelerar e ir de encontro ao nos dá mais força. São horas de fechar certos ciclos, limar certas arestas e confrontar-se mais com a vida. Algumas dores serão inevitáveis, mas ame-se e posicione-se.
Procure alimento espiritual, procure a sua cura. Recomece e, se preciso abra novas portas.
Ame os outros, amando-se sempre em primeiro lugar.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Em busca...
Nem sempre é fácil acreditar ou aceitar
determinadas situações que acontecem na nossa vida. É como se, de repente, o
mundo ficasse do avesso, revirasse as gavetas, trocasse todas as nossas
certezas de lugar.
O coração aperta, fica mesmo pequenino, falta o ar, a
garganta fica com um nó e só apetece chorar. Vem a angústia, a vontade de desaparecer,
de abandonar o barco de parar de remar. Nesses momentos não há frases de
incentivo, não há pensamentos positivos, não há livros de auto-ajuda, que
ajudem. A vontade é de te entregares mesmo ao desespero.
Não ter o controle de tudo coloca-nos numa posição de vulnerabilidade imensa diante
da vida e das situações. E estar vulnerável não é confortável.
É nesses momentos em que tens mais que
acreditar, acima de tudo, que as coisas vão dar certo. Não cruzar os braços, ir à luta e encarar de frente.
Li algures que a felicidade é uma luta
constante. É um trabalho que dura o ano todo. É um arriscar permanente em encontrar
aquilo que nos faz falta, é uma decisão que não fica pela metade. É uma busca
constante de uma vida normal, nem leve nem pesada demais. Uma vida do tamanho
dos nossos sonhos e da força dos nossos ombros.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Alma gemea
Acredito que
todos temos uma alma gémea.
Muitos de nós
ainda a procura, outros têm a sorte de já a ter encontrado e outros ainda
provavelmente nunca a encontrarão. Mas ela existe, a vida é que pode (talvez
pelas escolhas que fazemos) não a colocar no nosso caminho.
As almas gémeas
conhecem-se na forma igual como vêm as coisas, como completam as frases que o
outro diz, como pensam da mesma maneira, como riem das mesmas piadas e como se
completam tão naturalmente.
As almas gémeas
identificam-se quando gostam das mesmas coisas, quando ouvem o mesmo tipo de
musica, quando gostam do mesmo tipo de comida. Quando não precisam de palavras para falar,
quando não precisam de dizer piadas para se rirem.
As almas gémeas
compreendem-se e respeitam-se, mesmo dentro das suas diferenças, são compreensivos e cúmplices em tudo.
E é tão bom quando olhas para o lado e vês que é isso que
tens, que tu tens a tua alma gémea e que no dia a dia tudo o que fazemos é nosso
e para nós!
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Palavras que podiam ser as minhas
Texto tão lindo sobre a maternidade! Sobre o não existir a chamada mãe perfeita.
Ora vejam:
Ora vejam:
"Desde que o seu filho esteja saudável e em segurança, as
decisões que tomas como mãe, não são da minha conta.
Ninguém tem que achar bom ou mau se o teu filho vai para uma
escola X ou Y. Se o pediatra dele é o mais famoso da cidade ou se optaste por
um médico que só trabalha com medicina alternativa.
Não afecta a vida de ninguém se o teu filho só come comida
caseira, ou se adora as papinhas prontas. Se ele sabe cantar as músicas dos
desenhos, ou se na tua casa é proibido televisão. Se ele dorme no teu quarto,
no quarto dele, ou no sofá da sala. Se a tua menina faz ballet, o menino futebol ou
vice-versa.
Sabes o que realmente importa? Importa que o teu filho é amado, é acompanhado por um profissional da área de saúde, é alimentado, brinca, dorme num local seguro, e pratica actividade física.
Ser mãe já é difícil, o coração de uma mãe carrega dúvidas e medos. Sem falar no sentimento de culpa, que nos acompanha desde o teste positivo. E ainda há mães por aí que se acham no direito de julgar as escolhas das outras mães? Vamos erguer a bandeira branca, rosa, amarela, azul, seja lá qual for a sua cor.
Eu quero-te como aliada. Para que juntas possamos falar das nossas inseguranças. Para que chores de
Sabes o que realmente importa? Importa que o teu filho é amado, é acompanhado por um profissional da área de saúde, é alimentado, brinca, dorme num local seguro, e pratica actividade física.
Ser mãe já é difícil, o coração de uma mãe carrega dúvidas e medos. Sem falar no sentimento de culpa, que nos acompanha desde o teste positivo. E ainda há mães por aí que se acham no direito de julgar as escolhas das outras mães? Vamos erguer a bandeira branca, rosa, amarela, azul, seja lá qual for a sua cor.
Eu quero-te como aliada. Para que juntas possamos falar das nossas inseguranças. Para que chores de
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Este amor que me enche o peito
Na outra noite choraste. Vieste ter comigo à cama e abraçaste-me. Doía-te um dente.
Deitei-me na cama ao teu lado e dei-te a mão.
Na tua cama ainda sentia as migalhas da última bolacha que lá comeste espalhadas pelos lençóis e magoavam-me a pele.
Respirei fundo para te poder cheirar. Cheiravas a protector solar ainda mal tirado. No silêncio ouvia a tua respiração misturada com pequenos gemidos da tua dor de dentes.
O xarope deu tréguas à tua dor e pediste-me uma historinha. Contei-te uma inventada por mim de uns esquilos que... adormeceste.
No quarto ao lado ouvia a respiração do teu pai... Abri os olhos na escuridão, sorri e agradeci.
Sou tão feliz!
Deitei-me na cama ao teu lado e dei-te a mão.
Na tua cama ainda sentia as migalhas da última bolacha que lá comeste espalhadas pelos lençóis e magoavam-me a pele.
Respirei fundo para te poder cheirar. Cheiravas a protector solar ainda mal tirado. No silêncio ouvia a tua respiração misturada com pequenos gemidos da tua dor de dentes.
O xarope deu tréguas à tua dor e pediste-me uma historinha. Contei-te uma inventada por mim de uns esquilos que... adormeceste.
No quarto ao lado ouvia a respiração do teu pai... Abri os olhos na escuridão, sorri e agradeci.
Sou tão feliz!
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Todos os dias
Todos os dias conversamos muito, temos sempre o que
falar.
Falamos de acreditar, de optimismo, de fé que um dia a
vida nos vai recompensar.
Tu não sabes, mas todos os dias rezo para que nunca
percamos o sentido da vida, para que
nunca percamos aquilo que nos faz felizes, as conversas, os passeios, as
risadas.
Todos os dias te digo que te amo, e nunca penses que é
banal. É sentido o que te digo e digo-o como se o primeiro dia da nossa vida.
Todos os dias te dou a mão. Todos os dias te abraço e
te espero ansiosamente em casa.
Todos os dias tenho mais e mais orgulho em ti, do que
és e do que conseguiste. Todos os dias és a minha inspiração e a luz que me guia.
Todos os dias rezo para que o nosso amor seja para
sempre assim, natural e bonito!
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Das saudades
E quando dás por ti e estás sem
filho?
É quando percebes que estas a envelhecer.
Ele vai uns dias para fora e torna-se estranho, não estou habituada a não ter o
meu filho em casa e a não ter que pensar em nada, não ter que o ir buscar,
ajudar a dar banho, deita-lo. A verdade é que, por vezes, sabe bem não ter
horas e compromissos, mas, fora há 3 dias as saudades já começam a apertar.
Hoje, acordei e confesso que por
momentos me esqueci que estávamos sozinhos e quase fui ao quarto dele dar-lhe
um beijo de bom dia.
Ele está super divertido onde está,
rodeado de amigos e pessoas responsáveis, mas, estar em casa sem filho é estranho,
parece que falta alguma coisa. A casa fica silenciosa e vazia…
São momentos que fazem parte do
crescimento deles e aos quais temos que nos habituar, faz-lhe bem à autonomia e
independência, e, quando chegar virá cheio de mimo e nos cá estaremos para lho
dar!
terça-feira, 18 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Da minha infância
Quando penso na minha infancia, penso logo nos meus avós. Era para lá que ia nas férias e o carinho de avós, no geral, é algo que me comove.
Lembro-me da cozinha da minha avó. Do seu fogão a lenha com o cestinho do cão por baixo. Lembro-me daquela casinha pequenina, com corredores minúsculos e dois pequenos quartos. As rolas a cantar cá fora e o quintal onde tanto brinquei. Lembro-me da hora das refeições em casa dos meus avós.
Éramos poucos, só eu e a minha prima, os meus avós e o cão.
Aquela comida que a minha avó fazia (igual á que comemos hoje) mas que para mim tinha um sabor diferente. O meu avô a dar maçã ao cão cortada em pequenos bocado à navalha e o seu chapéu tão característico pendurado à porta, são coisas que nunca esquecerei. O segredo, era o tempo. A paciência de uma vida já tão vivida. Havia tempo para tudo. O meu avô era mais meigo que a minha avó...... era o típico avô que fazia tudo por nós. Pessoa extremamente bondosa para com toda a gente, sacristão na igreja, amigo de ricos e pobres.
Os meus avós não sabiam ler, nem escrever. Não sabiam as datas dos seus nascimentos, achavam que tinham aquela idade assim "mais ou menos".
O meu avô era avô a sério, dava tudo, mimava, ouvia, aconselhava, estendia a mão, cozinhava, brincava e estava sempre lá para nós.
Tenho pena que tantos avós hoje em dia não são assim. Têm as suas vidas têm as suas rotinas. Não amam menos os netos, mas não há aquela dedicação.
Tenho com eles muitas memórias, memórias de sabores, sons e cheiros. Adorava voltar aquela casa... ver aquele fogão, ouvir as rolas mais uma vez, sentir o sabor da carne assada e das filhoses. Relembrar com eles as idas à missa, à leitaria e vir a pé para casa pelo trilho do comboio.
Lembro-me da cozinha da minha avó. Do seu fogão a lenha com o cestinho do cão por baixo. Lembro-me daquela casinha pequenina, com corredores minúsculos e dois pequenos quartos. As rolas a cantar cá fora e o quintal onde tanto brinquei. Lembro-me da hora das refeições em casa dos meus avós.
Éramos poucos, só eu e a minha prima, os meus avós e o cão.
Aquela comida que a minha avó fazia (igual á que comemos hoje) mas que para mim tinha um sabor diferente. O meu avô a dar maçã ao cão cortada em pequenos bocado à navalha e o seu chapéu tão característico pendurado à porta, são coisas que nunca esquecerei. O segredo, era o tempo. A paciência de uma vida já tão vivida. Havia tempo para tudo. O meu avô era mais meigo que a minha avó...... era o típico avô que fazia tudo por nós. Pessoa extremamente bondosa para com toda a gente, sacristão na igreja, amigo de ricos e pobres.
Os meus avós não sabiam ler, nem escrever. Não sabiam as datas dos seus nascimentos, achavam que tinham aquela idade assim "mais ou menos".
O meu avô era avô a sério, dava tudo, mimava, ouvia, aconselhava, estendia a mão, cozinhava, brincava e estava sempre lá para nós.
Tenho pena que tantos avós hoje em dia não são assim. Têm as suas vidas têm as suas rotinas. Não amam menos os netos, mas não há aquela dedicação.
Tenho com eles muitas memórias, memórias de sabores, sons e cheiros. Adorava voltar aquela casa... ver aquele fogão, ouvir as rolas mais uma vez, sentir o sabor da carne assada e das filhoses. Relembrar com eles as idas à missa, à leitaria e vir a pé para casa pelo trilho do comboio.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Namoricos
Há coisas que me baralham, que me incomodam pelo facto
de não as entender, nomeadamente estes amores de hoje em dia. O amor desta nova
juventude.
No meu
tempo, quando os miúdos namoravam, era uma coisa de dar uns beijinhos, andar de
mão dada na rua. Alguns sim, eram mais precoces e a coisa avançava mais rápido,
mas na generalidade não. Não se falava em amor, falava-se em gostar e estar bem
com alguém.
Hoje as
coisas não são assim. Conheço miúdas com 12/13 anos que quando conhecem alguém,
mesmo que só tenham saído 2 ou 3 vezes, lhe colocam logo o rotulo de namorado e
falam de amor e paixão e frases “para sempre” . Vai daí, é logo um caminhar
apressadamente para apresentar a tudo o que é amigos e aos pais. Até aqui tudo
bem... mas depois a coisa começa a ganhar proporções de as meninas irem jantar
a casa dos namorados, os namorados virem lanchar a casa das meninas, as meninas
veneram o menino e vice versa. São logo saídas juntos, idas ao cinema, jantares
românticos, passeios,… No nosso tempo tinha-se um namorado e pronto, a vida em
conjunto era ridiculamente fraca, e apenas se sabia que X ou Y tem namorado(a).
Semanas depois, muitas vezes a coisa azedava e terminava ali.
Os tempos
mudaram e realmente é coisa que me faz confusão, ver miúdas de 13 anos a
telefonar a mãe informando que não vem jantar pois janta na casa do namorado.
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