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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Coisas minhas

Não ando nos meus melhores dias, é verdade.
Não sei se preciso de um novo corte de cabelo, de emagrecer, se preciso de roupa nova, de tudo junto, ou de nada disto.
Talvez seja só o SPM (Sindrome pré menstrual) de que agora tanto sofro.
Estou no trabalho apenas a pensar no momento de chegar a casa, nos nossos fins de semana que têm sido maravilhosos, de ter tempo para mim e para o meu marido, para as nossas conversas, para as nossas músicas, as nossas séries e os nossos filmes, para fazer os nossos planos e para rirmos juntos.  Fazer o jantar com gosto, com música ou uma novela, com ingredientes escolhidos a dedo. Gosto da  serenidade que conquistámos. Ouvir as historias do meu filho e aconchega-lo na cama.
Dias que são iguais a tantos outros mas que me enchem o coração.


sábado, 27 de outubro de 2018

Noites de Outono

Vai mudar a hora. As manhãs vão ter mais luz e á noite é mais escuro.
Neste tempo, as noites mais frias  já pedem uma mantinha no sofá e um chá quentinho nas mãos.
Uma das coisas que mais gosto nesta meia estação é poder andar  com camisolas ou blusas de malhas mais finas e com botas. O que eu adoro botas e um bom casaco. É talvez a minha estação preferida do ano.
Os robes já mais quentinhos, um pijama com calça e t-shirt e o forno ligado com um bolo lá dentro. Noites perfeitas a valorizar a familia e a partilha de momentos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Energias

Agora a viver na nova casa, já há algumas semanas, vejo surgir em nós a certeza da importância da energia na nossa vida.
Eu adorava a minha casa antiga, o sitio, os vizinhos, o lugar, mas a verdade é que a energia que se fazia sentir, já era uma energia pesada, minada por anos de entra e sai, de olhares invejosos e pessoas curiosas.
Agora com outro ambiente, nova rotina, novo sitio e nova energia, sinto-me mais equilibrada, feliz e em conexão total com o meu marido e com o ambiente que nos rodeia.
A mudança é brutal e notória.
Olho para nós e vejo-nos mais calmos, mais serenos e cada vez mais apaixonados um pelo outro e pela vida. A nossa vida.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Comprar ou arrendar, eis a questão!

Quando se pensa em mudar de casa é sempre esta a questão que surge. Comprar ou arrendar?
Estando eu nessa situação, tenho-me dedicado com o meu marido em ver qual a melhor opção a tomar.
Ambas tem prós e contras mas é necessário ponderar bem antes de qualquer decisão.
Estamos numa fase má para comprar imóveis em Portugal, as casas estão caríssimas e os bancos não emprestam dinheiro como antigamente. Os Spreads são altos e as condições difíceis.
Enquanto que antigamente os bancos emprestavam a totalidade do custo do imóvel, hoje emprestam apenas 85% tendo o comprador que ter o restante para dar ou contrair um outro empréstimo (credito pessoal) á parte para cobrir esse montante.
Depois é andar a pagar durante 30 anos pelo menos, maximo 40 dependendo da idade. É claro que pagas por algo que depois vai ser teu eventualmente, mas estás ali presa, perdes a mobilidade de mudar caso encontres algo melhor ou mais apelativo. Ao fim ao cabo pagas ao banco 3 casas e só compraste uma. Depois há as taxas, e os seguros,  e as obras, e as avarias, e os condomínios e o IMI e o diabo a quatro.
Acho que isso de comprar casa é uma coisa muito portuguesa. Temos aquela necessidade do sentimento de posse, de sermos donos de qualquer coisa. No estrangeiro praticamente ninguém tem casa própria, o normal mesmo é arrendar e ir ajustando a vida da maneira que mais convém. O arrendamento é visto como uma coisa perfeitamente banal.
Ás vezes ponho-me a pensar em qual será a maior vantagem de ter casa própria? Deixar património aos filhos?
Pois, a ideia até é bonita na teoria, mas os filhos quando morreres querem é dinheirinho no banco e a primeira coisa que fazem é vender a casa que os pais lhe deixam. Há excepções mas é assim que acontece a maior parte das vezes.
Por isso, penso que para já, iremos optar por arrendar, uma casinha linda e à nossa medida. Não há muito mercado imobiliário em Portugal é verdade, mas tenho fé que apareça algo.
Se acho que é dinheiro deitado fora?  Não. Sinto que estou a pagar por um serviço como outro qualquer.
Claro que se um dia encontrarmos uma casa mesmo espectacular que nos fique em conta e que a conjuntura actual ajude, compramos, mas não é coisa que me tire o sono.
O arrendamento permite-te a mobilidade de quando a casa onde estas já não te servir, mudas e acabou. Ou para uma maior porque tiveste mais um filho, ou para uma mais pequena porque o rapaz foi para a universidade e estais os 2 sozinhos.
Mas claro, cada um tem a sua opinião e é uma questão de fazer contas e de avaliar critérios, necessidades e prioridades.
Acredito que ainda há um certo estigma em relação ao arrendamento, como se quem vive numa casa arrendada seja um zé ninguém que não tem onde cair morto. É só uma opção, tão viável como outra qualquer.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Querido, vamos mudar de casa!

Estou há 15 anos nesta casa, nesta rua. Gosto muito da minha casa, e gosto muito de viver aqui. Nunca tive problemas com a vizinhança, a zona é calma e nunca houve problemas. Tenho basicamente tudo à mão. Escola, talho, padarias, mercearias.
A questão é que a minha casa é pequena. Não o era quando casamos, mas a família cresce e a casa já não dá. Decidimos há uns tempos que iríamos vender a casa e comprar uma maior. Ganhar espaço e qualidade de vida.
Os meses foram passando, os anos e a casa não vendia.
Até agora. De repente, em 3 dias vendemos a casa e ficamos um a olhar para o outro com um misto de alegria e nostalgia.
A nostalgia (pelo menos comigo) durou ali 2 dias e deu lugar a  outro sentimento que é a vontade de  recomeçar, noutro sítio. Com novas rotinas. Com novo ar.
Agora é tempo de procurar. Talvez a tarefa mais difícil, a de encontrar novo ninho, algo que nos preencha e com a qual nos identifiquemos.
Vamos voltar a sentir aquela sensação de entrar numa casa nova e arrumar as nossas coisas nos sítios certos. Ver de que lado fica melhor o sofá, pendurar os quadros. Tornar aquele espaço vazio, cheio, com a nossa historia.
Como diria alguém que agora não me lembro, mudar de casa é um bocadinho como poder viver uma nova vida, sem ter de morrer pelo meio.
Já me imagino a chegar a uma casa, e de começar a imaginar as minhas coisas ali, a nossa vida naquele novo lugar, a felicidade por estrear, toda uma vida em perspectiva.
Imagino a felicidade que será  ver as paredes mudarem de cor (se for o caso), os meus móveis a entrar em casa, as caixas a ficarem vazias, e nós os 3 a decidir onde fica cada detalhe.
Vai ser bom. Acredito.