Ainda não há muito tempo gozávamos de uns bons dias de sol e calor. Já quase chegamos aos 30 graus e já
havia pessoal de rabo ao alto na praia. Mas a verdade é que o tempo não se decide. Não sabemos se vai estar quente, frio, ou assim-assim.
Se por norma
nunca sabemos o que vestir num dia normal, agora, com este tempo bem que ficamos ali com o olhar meio perdido no
armário por tempo indeterminado a decidir o que vestir. É um drama todos os dias! A verdade é que
este tempo incerto, nem é carne, nem é peixe, típico dos meses de
Primavera, complica-nos muito a vida na hora de vestir.
Assim, nesta meia estação resta-nos tentar descomplicar os
dramas matinais com pequenos truques.
Conjugar um casaco,
para proteger do fresco, com uma peça mais leve por dentro, para quando
o calor se fizer sentir tirarmos o casaco e ficarmos mais à fresca. E
mesmo que o sol espreite, é melhor não arriscar nas sandálias. Pelo menos eu ainda não arrisco, o melhor mesmo é uma sapatilha que tanto se usa agora.
Temos também os lenços, que protegem
quando está mais fresco e facilmente se tira quando o tempo começa a
aquecer.
Uma camisa branca que de básico mais básico não há e fica bem com tudo.
Umas camisolinhas de malha, que são super quentinhas, logo, uma boa escolha para esta altura, pelo menos para as manhãs.
Neste tempo tão incerto o melhor é sempre jogar pelo seguro e acima de tudo estar sempre confortável!
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quarta-feira, 30 de maio de 2018
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Jantares de amigos
Estes dias dei comigo a pensar que podia receber mais vezes os amigos la em casa. Fazer jantares, é tão bom, daqueles jantares em que acabamos todos a rir de nada, estão a ver?
Depois ponho-me a pensar bem no assunto e acabo por adiar mais uma vez.
Uma pessoa decide organizar um jantar em casa. Põe na mesa o seu melhor serviço, saca do faqueiro herdado no casamento, limpa a casa, e organiza-se um manjar de fazer crescer água na boca.
Antes de abrir a porta, dá-se uma vista de olhos pela sala. Mesa posta irrepreensível, linda, com flores a enfeitar e uma velas acesas. Pequenos aperitivos, pão, e não falta nada.
Tocam á campainha, são os convidados e aí começa o desespero. O cão, ladra, uiva, salta, desespera-se. O filho vai para a porta ver quem é. Eu só quero que o cão se acalme, que tudo corra bem, que as pessoas se sentem, que
descontraiam e que conversem. Mas não, o cão tem que ser preso, e ladra, ladra, ladra e ladra!!!
As
senhoras do grupo a quererem ser simpáticas: "Precisas de ajuda?". Não, não quero, quero que vão para a sala, que a cozinha está um caos! Ora, se temos a sala num brinco, a
cozinha depois da fase de preparação e confecção do majar, está caótica com tanta louça e desarrumação.
Já disse que o cão continua a ladrar?
Depois as convidadas continuam a "querer ajudar" e abrem o frigorífico e os armários e à procura de coisas
para poderem fazer e mostrar que não vieram só para comer. E logo saem frazes do género "Onde é que está o abre capsulas?" e de um " Sabes onde é
que guardas o saco de gelo?", "Ai, o meu é muito melhor que o teu."
Respiro fundo e o cão continua a ladrar. Todos tentam em vão, acalmar o cão.
Sentamo-nos, a comida está deliciosa, come-se e fala-se. Faltam os guardanapos, grande lapso. "Queres que vá buscar, diz-me onde estão?" - não, não quero, não, não preciso de ajuda!
Estou em minha casa, eu é que sei onde é que está tudo arrumado e, por favor não me andem a circular pela cozinha que o cão já esta mais calmo e vai voltar a ladrar.
Fiquem na sala a tomar conta dos vossos filhos que andam em correria e ainda me partem alguma coisa. Jantem e desfrutem do jantar que preparei com tanto carinho que que eu farei o
mesmo da próxima vez que seja eu a convidada.
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Casa nova
Em 2002 compramos uma casa. A nossa casa.
Começou ali, naquelas paredes uma historia de "era uma vez". Paredes em branco com espaço para momentos felizes, muitas gargalhadas, muitos sorrisos.
A nossa casa é o nosso mundo, é a nossa fortaleza, tem o nosso cheiro e a nossa vida. Cada canto tem uma historia, os roda pés roídos do cão, o risco na parede que o pequeno fez, o chão solto das bolas que se chutam lá dentro, a parede arranhada pela cama, o armário empenado porque não o montamos bem.
A nossa casa foi ficando pequena, a família cresceu, os pertences também. Chegou o momento de procurar um novo ninho, maior, com sol e cores claras.
A mudança é assustadora pelo trabalho que dá e pelos novos ares, mas somos felizes juntos, aqui e em qualquer lugar.
Começou ali, naquelas paredes uma historia de "era uma vez". Paredes em branco com espaço para momentos felizes, muitas gargalhadas, muitos sorrisos.
A nossa casa é o nosso mundo, é a nossa fortaleza, tem o nosso cheiro e a nossa vida. Cada canto tem uma historia, os roda pés roídos do cão, o risco na parede que o pequeno fez, o chão solto das bolas que se chutam lá dentro, a parede arranhada pela cama, o armário empenado porque não o montamos bem.
A nossa casa foi ficando pequena, a família cresceu, os pertences também. Chegou o momento de procurar um novo ninho, maior, com sol e cores claras.
A mudança é assustadora pelo trabalho que dá e pelos novos ares, mas somos felizes juntos, aqui e em qualquer lugar.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Piolhos do demo- parte II
Depois de já há alguns anos não acontecer, eis que aconteceu e em força.
Piolhos.
Já tinha dito aqui o quanto odeio estes pequenos patudos.
Desta feita, o meu filho ganha de novo um novo núcleo piolhento na sua cabeleira. Ja fiz 2 tratamentos e não funcionou, continuam ali. Os pais eu tiro bem com o pente, mas continuam a sair os bebes. E os bebes são perigosos porque crescem e reproduzem-se que parecem coelhos.
Enviado e-mail para a escola para os outros paizinhos verem as cabeças dos seus filhos, porque não adianta eu limpar a do meu, se os outros continuarem a ter. Vão -lhe pagar de novo.
Hoje nova limpeza.
Ai vida!
Piolhos.
Já tinha dito aqui o quanto odeio estes pequenos patudos.
Desta feita, o meu filho ganha de novo um novo núcleo piolhento na sua cabeleira. Ja fiz 2 tratamentos e não funcionou, continuam ali. Os pais eu tiro bem com o pente, mas continuam a sair os bebes. E os bebes são perigosos porque crescem e reproduzem-se que parecem coelhos.
Enviado e-mail para a escola para os outros paizinhos verem as cabeças dos seus filhos, porque não adianta eu limpar a do meu, se os outros continuarem a ter. Vão -lhe pagar de novo.
Hoje nova limpeza.
Ai vida!
terça-feira, 10 de abril de 2018
Antes e depois
Acabei de me deparar com estas duas imagens. Trata-se da mesma mulher, mais concretamente da cantora Adele.
Adele revelou ter perdido mais de 30 quilos depois de ter mudado a sua alimentação abdicando de carne e alimentos processados e ainda de refrigerantes. Juntou a prática de exercício físico, passando a praticar três vezes por semana e praticando ainda pilates com frequência.
Li algures que decidiu mudar o seu corpo estritamente por questões de saúde e realçou que o objectivo não era ficar como uma top model.
Quando o tema é o peso, as pessoas ficam melindradas. Há muito a ideia de que o corpo tem que ser magro e sem gorduras.
É verdade que um corpo livre de gorduras, não precisa ser fit, mas bem torneado é bonito, mas o motivo de uma mudança deveria ser sempre ter um corpo mais saudável e não com questões estéticas.
As pessoas deviam focar-se na saudei.
Neste caso, a cantora Adele explica que perdeu peso por questões de saúde e não para ser mais bonita, ou vendável para triunfar na indústria da música. Esse caminho já estava trilhado pois já era cantora famosa. Mudou para se sentir mais saudável. Deixou de fumar para ser mais saudável. Mudou a alimentação por considerar que abusava de alimentos que fazem mal. E começou a praticar desporto porque já não aguentava o sedentarismo da sua vida.
Claro que toda esta mudança acaba por ter impacto na parte estética. A pessoa fica mais bonita, com mais amor próprio e mais confiante. É igualmente verdade que existem pessoas que decidem mudar apenas por causa da beleza. Mas o grande destaque deveria ser dado à saúde e não à beleza.
Quando vou para o treino, penso sim em ficar mais magra, mais definida, mas a verdadeira essência é a saude. É tirar o rabo da cadeira, é mexer as articulações, por o cardio a funcionar, melhorar a postura. Pode ser que com o tempo, as pessoas passem a encarar o tema com outros olhos, passando a focar o que realmente importa.
Adele revelou ter perdido mais de 30 quilos depois de ter mudado a sua alimentação abdicando de carne e alimentos processados e ainda de refrigerantes. Juntou a prática de exercício físico, passando a praticar três vezes por semana e praticando ainda pilates com frequência.
Li algures que decidiu mudar o seu corpo estritamente por questões de saúde e realçou que o objectivo não era ficar como uma top model.
Quando o tema é o peso, as pessoas ficam melindradas. Há muito a ideia de que o corpo tem que ser magro e sem gorduras.
É verdade que um corpo livre de gorduras, não precisa ser fit, mas bem torneado é bonito, mas o motivo de uma mudança deveria ser sempre ter um corpo mais saudável e não com questões estéticas.
As pessoas deviam focar-se na saudei.
Neste caso, a cantora Adele explica que perdeu peso por questões de saúde e não para ser mais bonita, ou vendável para triunfar na indústria da música. Esse caminho já estava trilhado pois já era cantora famosa. Mudou para se sentir mais saudável. Deixou de fumar para ser mais saudável. Mudou a alimentação por considerar que abusava de alimentos que fazem mal. E começou a praticar desporto porque já não aguentava o sedentarismo da sua vida.
Claro que toda esta mudança acaba por ter impacto na parte estética. A pessoa fica mais bonita, com mais amor próprio e mais confiante. É igualmente verdade que existem pessoas que decidem mudar apenas por causa da beleza. Mas o grande destaque deveria ser dado à saúde e não à beleza.
Quando vou para o treino, penso sim em ficar mais magra, mais definida, mas a verdadeira essência é a saude. É tirar o rabo da cadeira, é mexer as articulações, por o cardio a funcionar, melhorar a postura. Pode ser que com o tempo, as pessoas passem a encarar o tema com outros olhos, passando a focar o que realmente importa.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Não gostas de mim? E depois?
A verdade é que não importa quem somos, o que escolhemos fazer ou o quanto nos esforçamos para agradar, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós.
Acho que sempre me preocupei em demasia em agradar a toda a gente. Sempre achei, na minha pretensão, que não haveria porque não gostar de mim.
Sempre dei muito poder a outras pessoas e pouco a mim mesma. No entanto, sei hoje que não importa quem somos, como somos ou o que fazemos, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós, não importa o quanto tentemos.
Todos temos defeitos, todos temos algo que irrita alguém, e isso é normal, é saudável.
Sempre existirão pessoas que nos amam, essas pessoas são as nossas verdadeiras companheiras, as que merecem todo o nosso amor e dedicação.
A verdadeira essência de sermos seres felizes e completos é sermos sempre, mas sempre, verdadeiros com nós próprios, valorizar-mos quem está ao nosso lado, e não perder tempo a tentar provar algo a pessoas que não têm nada a dizer na nossa vida.
Penso que nunca devemos desistir de nós, não importa os erros que façamos e o quanto nos sentimos mal com algo, temos sempre que lutar por uma melhor versão da nossa pessoa, todos os dias.
É normal não agradar a todos e a vida deve seguir da mesma maneira.
Quando aprendermos a nos amarmos e a aceitar-nos como somos, amar outras pessoas torna-se mais fácil. Portanto, temos que nos focar no amor, na felicidade e na positividade.
Torne-se uma pessoa da qual realmente se orgulhe.
Acho que sempre me preocupei em demasia em agradar a toda a gente. Sempre achei, na minha pretensão, que não haveria porque não gostar de mim.
Sempre dei muito poder a outras pessoas e pouco a mim mesma. No entanto, sei hoje que não importa quem somos, como somos ou o que fazemos, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós, não importa o quanto tentemos.
Todos temos defeitos, todos temos algo que irrita alguém, e isso é normal, é saudável.
Sempre existirão pessoas que nos amam, essas pessoas são as nossas verdadeiras companheiras, as que merecem todo o nosso amor e dedicação.
A verdadeira essência de sermos seres felizes e completos é sermos sempre, mas sempre, verdadeiros com nós próprios, valorizar-mos quem está ao nosso lado, e não perder tempo a tentar provar algo a pessoas que não têm nada a dizer na nossa vida.
Penso que nunca devemos desistir de nós, não importa os erros que façamos e o quanto nos sentimos mal com algo, temos sempre que lutar por uma melhor versão da nossa pessoa, todos os dias.
É normal não agradar a todos e a vida deve seguir da mesma maneira.
Quando aprendermos a nos amarmos e a aceitar-nos como somos, amar outras pessoas torna-se mais fácil. Portanto, temos que nos focar no amor, na felicidade e na positividade.
Torne-se uma pessoa da qual realmente se orgulhe.
sexta-feira, 23 de março de 2018
Tempo de renascer
Realmente, por muitos planos que se faça, por muitos sonhos que temos na cabeça, por muita organização que tenhamos, a vida não pede autorização para mudar.
Numa fracção de segundo, num dia, numa hora, tudo pode mudar e vês a vida que conhecias a ficar dos pés para a cabeça.
Mostra-nos que temos que passar por certas coisas para aprender algo e para escolher o caminho certo.
Desta vez foi para ti. Tiveste que passar por tanto e não sei porquê. Dói-me não poder passar os problemas por ti, mas mais uma vez não tenho palavras para te dizer o quanto me orgulho de ti, o quanto és forte.
A vida é dificil, a dor fisica é dificil, a dor psicologica mais ainda, mas sei que vais ultrapassar e eu estarei ao teu lado, a dar o meu melhor, todos os dias da minha vida.
Numa fracção de segundo, num dia, numa hora, tudo pode mudar e vês a vida que conhecias a ficar dos pés para a cabeça.
Mostra-nos que temos que passar por certas coisas para aprender algo e para escolher o caminho certo.
Desta vez foi para ti. Tiveste que passar por tanto e não sei porquê. Dói-me não poder passar os problemas por ti, mas mais uma vez não tenho palavras para te dizer o quanto me orgulho de ti, o quanto és forte.
A vida é dificil, a dor fisica é dificil, a dor psicologica mais ainda, mas sei que vais ultrapassar e eu estarei ao teu lado, a dar o meu melhor, todos os dias da minha vida.
quinta-feira, 1 de março de 2018
Construindo bases
Quando construímos uma casa, começamos pelos alicerces. Ninguém começa a construir pelo telhado.
Deve ser assim com tudo na vida.
Na nossa vida profissional, devia-se começar pelos estudos, são eles que são os nossos alicerces, que vão definir o que vamos ser. Mas em muitos casos, começa-se pelo trabalho. Esse também será o nosso alicerce, a nossa base e o nosso impulsionador para tudo.
Ás vezes por questões de más decisões ou de dinheiro, as pessoas vêm-se obrigadas a começar logo a trabalhar, deixando os estudos de parte. Mais tarde, os que querem mesmo singrar e vencer na vida, quando já têm um trabalho sustentável, dedicam-se então a especializar-se e a concluir estudos.
Para mim, é de louvar.
Alguém que não cruza os braços, que luta e vai à luta todos os dias apesar de sempre outrem querer empurrar para trás.
E sim, acredito que na vida tudo volta. Se fazes o bem, recebes o bem, se fazes o mal, recebes o mal e se te esforças, um dia vais receber todo esse esforço em forma de recompensa. Pode tardar mas não falha.
E, apesar de muitas vezes olharmos para o lado e vermos vidas tão facilitadas, pessoas que nunca sofreram nada na vida, que tudo têm, que tudo conseguem, temos que perceber que a vida dá voltas e nós, estamos a construir os nossos alicerces. Eles, têm um lindo prédio, alto, brilhante e luxuoso, mas não tem alicerces, e sem os alicerces vão-se passar os anos e o prédio vai corroendo por baixo, até ao dia de cair.
Deve ser assim com tudo na vida.
Na nossa vida profissional, devia-se começar pelos estudos, são eles que são os nossos alicerces, que vão definir o que vamos ser. Mas em muitos casos, começa-se pelo trabalho. Esse também será o nosso alicerce, a nossa base e o nosso impulsionador para tudo.
Ás vezes por questões de más decisões ou de dinheiro, as pessoas vêm-se obrigadas a começar logo a trabalhar, deixando os estudos de parte. Mais tarde, os que querem mesmo singrar e vencer na vida, quando já têm um trabalho sustentável, dedicam-se então a especializar-se e a concluir estudos.
Para mim, é de louvar.
Alguém que não cruza os braços, que luta e vai à luta todos os dias apesar de sempre outrem querer empurrar para trás.
E sim, acredito que na vida tudo volta. Se fazes o bem, recebes o bem, se fazes o mal, recebes o mal e se te esforças, um dia vais receber todo esse esforço em forma de recompensa. Pode tardar mas não falha.
E, apesar de muitas vezes olharmos para o lado e vermos vidas tão facilitadas, pessoas que nunca sofreram nada na vida, que tudo têm, que tudo conseguem, temos que perceber que a vida dá voltas e nós, estamos a construir os nossos alicerces. Eles, têm um lindo prédio, alto, brilhante e luxuoso, mas não tem alicerces, e sem os alicerces vão-se passar os anos e o prédio vai corroendo por baixo, até ao dia de cair.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Realidades
Há uma expressão que encaixa na perfeição no nosso dia-a-dia. O que não nos mata, torna-nos mais fortes. Parece cliché, mas é a mais pura verdade.
O bom e o mau, o óptimo e o horrível, tudo contribui para aumentar as nossas resistências às vicissitudes da vida. Cair obriga-nos a levantar. A verdadeira força vem daí: das quedas.
Embora a gente nem se aperceba, porque ficamos mal e em baixo, são as quedas que nos fazem crescer e ficar mais fortes.
Há quedas que nos magoam mais que outras, que nos fazem pensar que nunca vamos ser capazes de nos levantar. Quedas que nos fazem duvidar de tudo, fazem-nos sentir que não somos nada, que somos os mais infelizes e os mais azarados.
Mas não somos.
Existem dias melhores e dias piores. E vamos chorar, vamos desesperar e sofrer, mas infelizmente faz parte da vida. Havemos de ter dias em que parece que não aguentamos sofrer tanto, em que dói tanto que até custa respirar. Mas depois virão dias melhores, ou pelo menos mais serenos.
E há-que enfrentar, encarar a realidade, que nem sempre é meiga... Mas é a realidade. Nada se pode fazer para a alterar, mas podemos alterar a maneira como a encaramos.
O bom e o mau, o óptimo e o horrível, tudo contribui para aumentar as nossas resistências às vicissitudes da vida. Cair obriga-nos a levantar. A verdadeira força vem daí: das quedas.
Embora a gente nem se aperceba, porque ficamos mal e em baixo, são as quedas que nos fazem crescer e ficar mais fortes.
Há quedas que nos magoam mais que outras, que nos fazem pensar que nunca vamos ser capazes de nos levantar. Quedas que nos fazem duvidar de tudo, fazem-nos sentir que não somos nada, que somos os mais infelizes e os mais azarados.
Mas não somos.
Existem dias melhores e dias piores. E vamos chorar, vamos desesperar e sofrer, mas infelizmente faz parte da vida. Havemos de ter dias em que parece que não aguentamos sofrer tanto, em que dói tanto que até custa respirar. Mas depois virão dias melhores, ou pelo menos mais serenos.
E há-que enfrentar, encarar a realidade, que nem sempre é meiga... Mas é a realidade. Nada se pode fazer para a alterar, mas podemos alterar a maneira como a encaramos.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Criança para sempre
Para os meus pais, sou a eterna criança.
Tenho 39 anos feitos, a caminho dos 40 e para eles sou a mesma inocente e cabeça no ar da adolescência.
A minha mãe muitas vezes (tantas, que lhe perdi a conta) me perguntava se eu dava o leite ao menino quando ele era pequeno. Se lhe dava fruta, sopa, se fechava a porta da rua á chave antes de ir para a cama.
Penso que eles ainda não me vêm como mãe, esposa e mulher feita. Sou aquela menina, filha unica que eles sempre protegeram ao máximo nível. Já me aborreci muito, com as duvidas que sem querer eles lançavam em mim, se eu seria capaz, se eu sei fazer, se eu seria madura para algo.
Custou-me muito crescer. Quebrar o laço que nos separa de criança para adulto e sei hoje que essas duvidas e medos que eu tinha se deviam ás próprias duvidas que eles tinham de mim.
Hoje não me incomodam nada essas duvidas. Estou completamente resignada e em Paz.
Não me incomoda nada os receios deles, as duvidas e o facto de eu ter 10 anos na mente do meu pai e mãe.
Não me incomoda, porque hoje sei quem sou e do que sou capaz. Sou mãe, esposa, trabalhadora, dona de casa e tudo mais.
Não me incomoda porque sei que apesar de tudo eles me amam mais que tudo, que nunca o fizeram por mal, e que serei sempre a sua menina.
Tenho 39 anos feitos, a caminho dos 40 e para eles sou a mesma inocente e cabeça no ar da adolescência.
A minha mãe muitas vezes (tantas, que lhe perdi a conta) me perguntava se eu dava o leite ao menino quando ele era pequeno. Se lhe dava fruta, sopa, se fechava a porta da rua á chave antes de ir para a cama.
Penso que eles ainda não me vêm como mãe, esposa e mulher feita. Sou aquela menina, filha unica que eles sempre protegeram ao máximo nível. Já me aborreci muito, com as duvidas que sem querer eles lançavam em mim, se eu seria capaz, se eu sei fazer, se eu seria madura para algo.
Custou-me muito crescer. Quebrar o laço que nos separa de criança para adulto e sei hoje que essas duvidas e medos que eu tinha se deviam ás próprias duvidas que eles tinham de mim.
Hoje não me incomodam nada essas duvidas. Estou completamente resignada e em Paz.
Não me incomoda nada os receios deles, as duvidas e o facto de eu ter 10 anos na mente do meu pai e mãe.
Não me incomoda, porque hoje sei quem sou e do que sou capaz. Sou mãe, esposa, trabalhadora, dona de casa e tudo mais.
Não me incomoda porque sei que apesar de tudo eles me amam mais que tudo, que nunca o fizeram por mal, e que serei sempre a sua menina.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Primeiras impressões
Eu não ganho ronha ás pessoas, mas uma primeira impressão é sempre muito importante.
Quando a primeira impressão é má, escusado será de dizer que o pé já fica bem lá atrás.
É claro que as pessoas podem mais tarde podem vir a surpreender-me, claro, mas é sempre aquele primeiro sentimento que parece prevalecer.
Fico reticente quando não gosto da pessoa logo á primeira vista, quando o Santo dela/dele não bate com o meu, é verdade, mas muitas vezes a própria vida me dá boas lições em que mais tarde me apercebo que aquela pessoa pela qual eu não nutri qualquer tipo de afinidade, até se revela uma pessoa bem fixe e amiga.
Aprendi que não devemos fechar a mente e sim estar sempre receptivos a que as pessoas se possam revelar.
Para o bem, e para o mal.
Quando a primeira impressão é má, escusado será de dizer que o pé já fica bem lá atrás.
É claro que as pessoas podem mais tarde podem vir a surpreender-me, claro, mas é sempre aquele primeiro sentimento que parece prevalecer.
Fico reticente quando não gosto da pessoa logo á primeira vista, quando o Santo dela/dele não bate com o meu, é verdade, mas muitas vezes a própria vida me dá boas lições em que mais tarde me apercebo que aquela pessoa pela qual eu não nutri qualquer tipo de afinidade, até se revela uma pessoa bem fixe e amiga.
Aprendi que não devemos fechar a mente e sim estar sempre receptivos a que as pessoas se possam revelar.
Para o bem, e para o mal.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Momentos perfeitos
Parece que sem darmos por ela, a vida acaba por se tornar numa espera, numa procura de um
momento perfeito.
Procuramos o momento perfeito para trocar de emprego, procura de um momento perfeito para casar, momento perfeito
para ter um filho, momento perfeito para comprar casa e mais um monte de
coisas.
Com essa procura vamos adiando tudo, porque o momento perfeito nunca chega, por não termos dinheiro, ou porque andamos mais stressados, ou porque estamos ainda muito acomodados para mudar.
Procuramos momentos perfeitos para tudo, e apesar de sabermos lá no fundo que o momento perfeito para o que queremos, não existe, continuamos à espera na mesma, na esperança que ele apareça.
O momento perfeito não existe. Não existe agora, não existe
amanhã, nem existe nunca.
Nunca todas as condicionantes estarão reunidas para o que queremos, falta sempre alguma coisa. Ás vezes é preciso arriscar, sem medo, com confiança que tudo se arranjará e optar pela mudança.
Não sabemos o futuro,
não sabemos se algum dia vai aparecer o momento que queremos e no entretanto estamos a perder tudo!
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Libertar para mudar
Nunca entraram numa casa em que estava aparentemente toda a gente bem mas o ambiente é pesado? É a energia das pessoas que nela habitam que está assim.
A nossa vida caminha sempre ao som da nossa energia. Ela filtra as situações que vivemos. É por isso que não adianta desejarmos mentalmente uma coisa, se a nossa energia não a deixa passar, não permite que essa coisa aconteça e muitas vezes isso não acontece porque estamos presos a situações que já vivemos, que já passamos.
Ao viver novas experiências vamos aprender coisas novas e tirar lições de vida que vão permitir a tão importante mudança na nossa energia.
Todas as vezes que vivemos um acontecimento, ficamos impressionados com ele, ficamos a pensar nele durante dias, ficamos a relembrar e acabamos por ficar presos à energia do que aconteceu. Quando fazemos isso, damos um recado à vida de que não aprendemos as lições que precisávamos aprender a partir daquele acontecimento. Não mudamos os nossos pontos de vista, as nossas atitudes, ou seja, estagnamos. Nesse sentido, acabamos por atrair situações muito semelhantes nas nossas vidas e ficamos com aquela impressão de que nada “muda” na nossa vida. Daí surge a famosa frase: “a minha vida parece que não vai para a frente”. E não vai mesmo. Não vai porque nós não deixamos ir. Não vai porque a vida não dá saltos, não salta etapas pelas quais precisamos passar.
Enquanto continuamos na mesma, a vida não nos mandará novas experiências, não nos mandará nada, até que tenhamos a atitude da mudança. Essa atitude de mudança começa por limpar o passado. Não é só a casa que acumula lixo. O nosso interior também é um espaço, que se for cuidado, acumulará muita coisa inútil, que vai empatar a nossa vida. Cada situação mal resolvida, cada mágoa guardada, cada culpa acumulada, cada rancor que alimentamos, cada crítica que mantemos acerca de nós mesmos, é tudo lixo interior! Esse lixo afeta-nos, passamos a viver com uma sensação má, não temos ânimo para nada, sentimo-nos sufocados, irritados, tristes, com baixa auto estima e sem paciência para nada.
É nesse momento que precisamos fazer uma limpeza dentro de nós. Chega a hora de retomar-mos as rédeas, tomarmos posse dos nossos pensamentos. Precisamos aprender a ser filtros e não esponjas. Está na hora de cuidar de nós. É tempo de nos perdoarmos pelo que fizemos, pelo que não fizemos, é tempo de retirar as lições e seguir em frente. É tempo de perdoar quem nos fez mal, seguir em frente e virar a página.
Lembrar-nos sempre que só fizemos o que podíamos e sabíamos na altura, que agimos dentro do melhor que conseguíamos. É necessário aceitar que se passamos por algo foi para aprender.
É preciso soltar esses pensamentos que nos agarram ao passado, á culpa, á vergonha. Soltem essas pessoas. Perdão não é esquecimento.
Quando nos libertamos dessas energias, abrimos espaço para novas experiências. Nós não somos o nosso passado. Somos seres sempre em evolução.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Que venha o novo ano
Já estou de volta ao trabalho e ás rotinas.
Para trás ficam as férias, os bons pequenos almoços, as tardes no sofá, as noites a ver Tv e as festas. Momentos bons passados em família. Diferentes de ano para ano, é verdade, somos menos, as crianças crescem, afastam-se... mas a vida é assim e temos que a perceber. Também já passou o nosso tempo de sair e deixar os pais.
Para trás ficam as férias, os bons pequenos almoços, as tardes no sofá, as noites a ver Tv e as festas. Momentos bons passados em família. Diferentes de ano para ano, é verdade, somos menos, as crianças crescem, afastam-se... mas a vida é assim e temos que a perceber. Também já passou o nosso tempo de sair e deixar os pais.
Agora, é
altura de pensar em 2018. Fazer planos, criar objectivos e metas.
É um ano que eu gostava muito que fosse o nosso ano. Ano de mudar de casa, ano de mudar de ares.
Entrei o ano a agradecer. A gratidão por vezes tão esquecida e devia ser o mote das nossas vidas. Temos tanto e não nos damos conta. Temos casa, carro, trabalho, saúde, uma família.
Agradeci e pedi saúde e paz.
Quero muito neste novo ano não perder tempo a gastar energias
com tudo aquilo que nada me diz.
Gastas energias que te são vitais a discutir e a revoltar-te e eu pergunto: para que? So nos desgastamos e só envelhecemos.
As minhas energias serão direccionadas para nós e para o que nos faz bem. Quero muito viver mais, passear mais e passar mais tempo em família. Tempo de qualidade. Criar memórias e partilhar.
Deitar mais cedo, comer melhor, ficar mais em forma, ser mais paciente, chegar a horas ao trabalho, agradecer e amar os meus. Amar muito os meus. E dizer-lhes todos os dias o quanto os amo.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Caminhos da vida
Todos temos um caminho a percorrer.
Todos temos uma caminhada já percorrida e caminhos ainda a percorrer que dependem das nossas acções para alcançar os resultados que queremos. Hoje dou comigo a pensar nisso. A pensar que o caminho que temos a percorrer pode sempre ser mais fácil se cada dia que for passando estivermos focados em nos aperfeiçoar-mos e melhorarmos sempre como seres humanos. O caminho será mais fácil e mais leve.
Acredito que assumirmos o compromisso de sermos versões melhores de nós mesmos a cada dia, nos ajudará a ser mais fortes para enfrentar o que a vida tem para nos dar.
A perfeição, ou aquela pessoa que sonhamos ser, nunca vamos alcançar, pelo menos eu não acredito nisso, não há pessoas perfeitas, somos seres humanos e, como tal, cometemos erros e falhas. Daí é importante cada dia que passa, tentar-mos a nossa própria superação, não desistir e tentar sempre eliminar as energias e os pensamentos negativos que muitas vezes nos fazem pensar que não vamos conseguir.
Acredito que nós podemos ser o nosso melhor amigo como o nosso pior inimigo, pois somos nós que temos que viver connosco 24h por dia.
Todos temos uma caminhada já percorrida e caminhos ainda a percorrer que dependem das nossas acções para alcançar os resultados que queremos. Hoje dou comigo a pensar nisso. A pensar que o caminho que temos a percorrer pode sempre ser mais fácil se cada dia que for passando estivermos focados em nos aperfeiçoar-mos e melhorarmos sempre como seres humanos. O caminho será mais fácil e mais leve.
Acredito que assumirmos o compromisso de sermos versões melhores de nós mesmos a cada dia, nos ajudará a ser mais fortes para enfrentar o que a vida tem para nos dar.
A perfeição, ou aquela pessoa que sonhamos ser, nunca vamos alcançar, pelo menos eu não acredito nisso, não há pessoas perfeitas, somos seres humanos e, como tal, cometemos erros e falhas. Daí é importante cada dia que passa, tentar-mos a nossa própria superação, não desistir e tentar sempre eliminar as energias e os pensamentos negativos que muitas vezes nos fazem pensar que não vamos conseguir.
Acredito que nós podemos ser o nosso melhor amigo como o nosso pior inimigo, pois somos nós que temos que viver connosco 24h por dia.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Coisas simples
Tanta gente reclama deste tempo, do frio, dos dias mais pequenos.
O Outono trás-nos cores e uma luz diferente. Trás-nos a mudança, as manhãs frias e cheias de sol, trás-nos as lareiras, os bolos e os chás.
Guardo no Outono a visão dos fumos a sair das chaminés, por onde passo até ao trabalho, logo de manhã. O pão que se coze pela madrugada e o ar frio que nos ruboriza as bochechas.
As manhãs geladas em que temos o carro cheio de geada, a casa quentinha que temos que abandonar para ir trabalhar, tomar um café na esquina bem quente.
O cão que treme no seu ninho e em que lhe vou meter mais uma manta quentinha. Cobre o focinho em jeito de agradecimento.
Á noite o regresso a casa, o cheiro do lar, os presentes para começar a embrulhar, abraçar quem amo e agradecer mais um dia.
São as mais bonitas, as coisas simples da vida.
O Outono trás-nos cores e uma luz diferente. Trás-nos a mudança, as manhãs frias e cheias de sol, trás-nos as lareiras, os bolos e os chás.
Guardo no Outono a visão dos fumos a sair das chaminés, por onde passo até ao trabalho, logo de manhã. O pão que se coze pela madrugada e o ar frio que nos ruboriza as bochechas.
As manhãs geladas em que temos o carro cheio de geada, a casa quentinha que temos que abandonar para ir trabalhar, tomar um café na esquina bem quente.
O cão que treme no seu ninho e em que lhe vou meter mais uma manta quentinha. Cobre o focinho em jeito de agradecimento.
Á noite o regresso a casa, o cheiro do lar, os presentes para começar a embrulhar, abraçar quem amo e agradecer mais um dia.
São as mais bonitas, as coisas simples da vida.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
O ultimo número do calendário
E Dezembro lá chegou, ainda cheio de sol mas já com muito frio. O ano está no fim.
Com a chegada do último mês, vêm os aniversários dos meus 2 amores, vêm os preparativos para o Natal, os sentimentos e desejos de mudança para o próximo ano, o espírito de solidariedade e os ajuntamentos familiares. As duas primeiras semanas ali com 2 feriadinhos fazem-nos muito bem á alma. Vamos para a rua, vêm-se pessoas que já não víamos à muito tempo, ultimam-se os presentes e lembranças.
Muitas pessoas não vêm a hora de chegar Dezembro: tiram as suas férias, viajam, confraternizam, fazem tudo aquilo que um final de ano lhe pode proporcionar.
Eu, particularmente, adoro Dezembro. Adoro o espírito, adoro a musica, a lareira, os cheiros e os doces. Vejo Dezembro como o fechar de um ciclo, um ano que esta a passar com tudo o que de bom trouxe, com o de mau, com as aprendizagens.
Olho para trás com gratidão e para a frente com aquele frio na barriga de quem não sabe o que nos espera.
Sei que hoje estou feliz. Tenho quem amo, quem preciso na minha vida. E rezo para que assim continue.
Com a chegada do último mês, vêm os aniversários dos meus 2 amores, vêm os preparativos para o Natal, os sentimentos e desejos de mudança para o próximo ano, o espírito de solidariedade e os ajuntamentos familiares. As duas primeiras semanas ali com 2 feriadinhos fazem-nos muito bem á alma. Vamos para a rua, vêm-se pessoas que já não víamos à muito tempo, ultimam-se os presentes e lembranças.
Muitas pessoas não vêm a hora de chegar Dezembro: tiram as suas férias, viajam, confraternizam, fazem tudo aquilo que um final de ano lhe pode proporcionar.
Eu, particularmente, adoro Dezembro. Adoro o espírito, adoro a musica, a lareira, os cheiros e os doces. Vejo Dezembro como o fechar de um ciclo, um ano que esta a passar com tudo o que de bom trouxe, com o de mau, com as aprendizagens.
Olho para trás com gratidão e para a frente com aquele frio na barriga de quem não sabe o que nos espera.
Sei que hoje estou feliz. Tenho quem amo, quem preciso na minha vida. E rezo para que assim continue.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Dias compridos
Há dias em que me custa sair da cama. Dias em que acordo e penso no que tenho para fazer e sei que vai ser um dia longo e comprido e tarde poderei ir para a minha casa.
Longe vão os tempos em que adorava dias compridos, em que ir para casa era sinónimo de tédio e de fim de dia. Hoje, esses finais de dia são o que espero sempre ansiosamente.
Adoro ir para casa, vestir o meu pijama, fazer o jantar, estar lá quentinha. Penso que terá haver com o horário de Inverno em que as 6h da tarde já é noite. A casa já nos puxa mais, no Verão queremos andar a passear até anoitecer.
Se tudo correr bem chegarei a casa pelas 21h da noite, ainda para cozinhar, tomar banho e tratar das lides domésticas.
Hoje vai ser um dia comprido.
Longe vão os tempos em que adorava dias compridos, em que ir para casa era sinónimo de tédio e de fim de dia. Hoje, esses finais de dia são o que espero sempre ansiosamente.
Adoro ir para casa, vestir o meu pijama, fazer o jantar, estar lá quentinha. Penso que terá haver com o horário de Inverno em que as 6h da tarde já é noite. A casa já nos puxa mais, no Verão queremos andar a passear até anoitecer.
Se tudo correr bem chegarei a casa pelas 21h da noite, ainda para cozinhar, tomar banho e tratar das lides domésticas.
Hoje vai ser um dia comprido.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Avós de hoje
Não vou dizer que ás vezes não sinta um pouco de tristeza por os avós do meu filho (meus pais) não serem como os avós que por aí vejo. Avós que abdicam de tudo pelos netos, para estar com eles, avós que não faltam 1 jogo, uma festa de escola.
Confesso que algumas vezes gostava que eles ficassem com ele uma noite para eu poder sair com o meu marido, ir ao teatro, cinema, dizer disparates, descontrair, limpar a cabeça, ter uma saída a 2.
Mas por outro lado, a minha nova faceta resiliente, também já aceitou (depois de alguma revolta, confesso) que só tenho que compreender e aceitar que os avós do meu filho não têm disponibilidade ou paciência para ficar com ele horas a fio. A própria vida mudou… e ainda bem.
Os meus pais assim como tantos avós são pessoas activas, têm a sua vida, os seus afazeres, as suas rotinas e as suas agendas pessoais. E no fundo têm todo o direito a isso. Na verdade eles já passaram por tudo o que nós estamos a passar, criaram os seus filhos… e agora querem aproveitar o tempo que lhes resta, seja de que maneira for, seja a sair ou a ficar em casa a ler. Não é por isso que nos amam menos ou aos próprios netos, pois acredito que o neto é o mais que tudo de ambos. Bem pelo contrário. Se eles estiverem felizes, terão muito mais para nos dar.
São os extremos que me incomodam, como aquelas pessoas que usam e abusam da boa vontade dos pais, utilizando as suas casas como o depósito dos filhos. E há tantos pais que demitem permanentemente das suas responsabilidades, empurrando-as para cima dos outros.
Confesso que algumas vezes gostava que eles ficassem com ele uma noite para eu poder sair com o meu marido, ir ao teatro, cinema, dizer disparates, descontrair, limpar a cabeça, ter uma saída a 2.
Mas por outro lado, a minha nova faceta resiliente, também já aceitou (depois de alguma revolta, confesso) que só tenho que compreender e aceitar que os avós do meu filho não têm disponibilidade ou paciência para ficar com ele horas a fio. A própria vida mudou… e ainda bem.
Os meus pais assim como tantos avós são pessoas activas, têm a sua vida, os seus afazeres, as suas rotinas e as suas agendas pessoais. E no fundo têm todo o direito a isso. Na verdade eles já passaram por tudo o que nós estamos a passar, criaram os seus filhos… e agora querem aproveitar o tempo que lhes resta, seja de que maneira for, seja a sair ou a ficar em casa a ler. Não é por isso que nos amam menos ou aos próprios netos, pois acredito que o neto é o mais que tudo de ambos. Bem pelo contrário. Se eles estiverem felizes, terão muito mais para nos dar.
São os extremos que me incomodam, como aquelas pessoas que usam e abusam da boa vontade dos pais, utilizando as suas casas como o depósito dos filhos. E há tantos pais que demitem permanentemente das suas responsabilidades, empurrando-as para cima dos outros.
Ser criança até poder...
Quando era pequena, nas férias ia para a casa dos meu avós.
O meu avô era Sacristão na Igreja da terra e íamos á missa. Era algo que eu gostava, dos canticos, das vozes em sintonia. O leitinho e o pão com manteiga no café e a volta a casa a pé pela linha do comboio.
Na casa da minha avó não havia brinquedos. Brincava na rua, ou com as bonecas que levava. Brincava ao faz de conta com a minha prima durante tardes inteiras e brincámos até muito tarde nas nossas vidas, o que, aparentemente, não nos fez mal nenhum.
Hoje acho que as crianças não brincam o suficiente. É a exigência dos estudos, é o dia inteiro na escola. No meu tempo saía as 15h da escola ainda tinha tempo de fazer deveres e brincar.
Brincar é importante. É o que distingue as crianças dos adultos, o mundo do faz de conta.
Na minha casa há muitos brinquedos. Há bolas, carrinhos, roupas de super-herois, máscaras, puzzles... O meu filho brinca um pouco todos os dias. Espalha tudo pela sala, veste e despe equipamentos de futebol. Experimenta. Improvisa. Inventa.
É deixá-los brincar, é importante.
Claro que nem sempre me apetece, ou não me dá jeito. Há dias em que preferia mesmo que ele ficasse quietinho que não desarrumasse. Mas depois lembro-me que eles não crianças para sempre.
O meu avô era Sacristão na Igreja da terra e íamos á missa. Era algo que eu gostava, dos canticos, das vozes em sintonia. O leitinho e o pão com manteiga no café e a volta a casa a pé pela linha do comboio.
Na casa da minha avó não havia brinquedos. Brincava na rua, ou com as bonecas que levava. Brincava ao faz de conta com a minha prima durante tardes inteiras e brincámos até muito tarde nas nossas vidas, o que, aparentemente, não nos fez mal nenhum.
Hoje acho que as crianças não brincam o suficiente. É a exigência dos estudos, é o dia inteiro na escola. No meu tempo saía as 15h da escola ainda tinha tempo de fazer deveres e brincar.
Brincar é importante. É o que distingue as crianças dos adultos, o mundo do faz de conta.
Na minha casa há muitos brinquedos. Há bolas, carrinhos, roupas de super-herois, máscaras, puzzles... O meu filho brinca um pouco todos os dias. Espalha tudo pela sala, veste e despe equipamentos de futebol. Experimenta. Improvisa. Inventa.
É deixá-los brincar, é importante.
Claro que nem sempre me apetece, ou não me dá jeito. Há dias em que preferia mesmo que ele ficasse quietinho que não desarrumasse. Mas depois lembro-me que eles não crianças para sempre.
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