Mostrar mensagens com a etiqueta Filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filhos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Das saudades



E quando dás por ti e estás sem filho?
É quando percebes que estas a envelhecer. Ele vai uns dias para fora e torna-se estranho, não estou habituada a não ter o meu filho em casa e a não ter que pensar em nada, não ter que o ir buscar, ajudar a dar banho, deita-lo. A verdade é que, por vezes, sabe bem não ter horas e compromissos, mas, fora há 3 dias as saudades já começam a apertar.
Hoje, acordei e confesso que por momentos me esqueci que estávamos sozinhos e quase fui ao quarto dele dar-lhe um beijo de bom dia.
Ele está super divertido onde está, rodeado de amigos e pessoas responsáveis, mas, estar em casa sem filho é estranho, parece que falta alguma coisa. A casa fica silenciosa e vazia…
São momentos que fazem parte do crescimento deles e aos quais temos que nos habituar, faz-lhe bem à autonomia e independência, e, quando chegar virá cheio de mimo e nos cá estaremos para lho dar!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Mais uma vez, as notas!



Ontem foi dia de entrega de notas na escola. Final de ano, apreciação global. Tirou alguns BONS e alguns SUFICIENTES.
Como já falei aqui várias vezes, não pretendo que o meu filho seja o melhor da turma, não tem que o ser, não sou daquelas mães que coloca o filho de castigo porque tira “apenas” 85%. Eu quero é que ele acompanhe a matéria e que se esforce. Um 85 ou um 70 ou mesmo um 60 não são más notas, os pais é que querem que os seus filhos sejam todos alunos de 90 para cima. Eu questiono-me muitas vezes se eles próprios teriam estas notas nos seus tempos de escola. E mais, naquele tempo a matéria dada não era em nada que se pareça com o que eles dão agora no ensino básico. Na terceira classe já dão fracções e operações com vírgulas. Inglês é logo a partir da 1ª classe quando no nosso tempo era a partir do 5º ano.
O mundo mudou e há que perceber isso. A exigência é muito maior. Temos sim que incentivar o estudo e  estimular o gosto pelo mesmo.
Lembro-me quando era nova, de os meus pais e familiares dizerem para eu estudar, que era importante, que era para ter boas notas, para ter uma curso, que ia ser importante para a minha vida e blá blá blá.
Nunca gostei muito de estudar e acho que há ali uma fase em que todos os adolescentes passam, que é a pretensão de achar que não precisam de estudar que o giro é trabalhar e ganhar dinheiro. Achava-me

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Namoricos



 Há coisas que me baralham, que me incomodam pelo facto de não as entender, nomeadamente estes amores de hoje em dia. O amor desta nova juventude.
No meu tempo, quando os miúdos namoravam, era uma coisa de dar uns beijinhos, andar de mão dada na rua. Alguns sim, eram mais precoces e a coisa avançava mais rápido, mas na generalidade não. Não se falava em amor, falava-se em gostar e estar bem com alguém.
Hoje as coisas não são assim. Conheço miúdas com 12/13 anos que quando conhecem alguém, mesmo que só tenham saído 2 ou 3 vezes, lhe colocam logo o rotulo de namorado e falam de amor e paixão e frases “para sempre” . Vai daí, é logo um caminhar apressadamente para apresentar a tudo o que é amigos e aos pais. Até aqui tudo bem... mas depois a coisa começa a ganhar proporções de as meninas irem jantar a casa dos namorados, os namorados virem lanchar a casa das meninas, as meninas veneram o menino e vice versa. São logo saídas juntos, idas ao cinema, jantares românticos, passeios,… No nosso tempo tinha-se um namorado e pronto, a vida em conjunto era ridiculamente fraca, e apenas se sabia que X ou Y tem namorado(a). Semanas depois, muitas vezes a coisa azedava e terminava ali.
Os tempos mudaram e realmente é coisa que me faz confusão, ver miúdas de 13 anos a telefonar a mãe informando que não vem jantar pois janta na casa do namorado.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mães e passeios



Não é a primeira vez que meu filho vai a um passeio da escola. Nem a segunda. Nem a terceira. Nem será a última de Deus quiser!
Se estivesse agora ligada ao um monitor cardíaco ouviríamos aquele pum pum pum pum. Estou a mil. Fico sempre em stress, preocupada.
Deixei em casa tudo preparado na mochila, a lancheira, os sumos, a comida, os lanches da tarde e da manhã. Depois de me despedir deles, fui para o trabalho e dei comigo a pensar que estes pequenos passeios são apenas um ensaio de tudo o que vem por aí: eu vou piscar os olhos e quando os abrir ele já começou a sair, a dormir fora, a frequentar festas, ir ao cinema á noite, ir para a Universidade.
Uma amiga manda-me uma mensagem, diz ela (que vive  perto da escola) que esteve a ver a saída deles. Ficou a dizer adeus aos autocarros e falou-me na alegria que reinava.
Queria mais informações de bastidores. Saber se eles se estão a divertir, como esta o tempo, o que estão a fazer…. Enquanto isso espero pelo final do dia para o ir buscar e abraçar.
Depois de sermos mães o nosso coração fica mais pequenino e bate mais forte. A minha mãe costuma dizer que é para nós vermos o que eles passaram. A única diferença é que agora temos Smartphones. É por isso quando ele crescer vou-lhe oferecer um topo de gama, para fazermos vídeo chamadas a toda a hora!

Escolas de hoje



Com a chegada do final do ano lectivo, chega também para muitos pais a duvida de colocar os seus filhos que vão para o 5ª ano numa escola publica ou privada.
Cá em casa sempre quisemos que o nosso filho fizesse os estudos em escolas públicas. Embora na pre-primária o tenhamos posto numa privada, mas ainda era pequenino e no momento pareceu-nos sim a melhor opção, apenas por uma questão de localização, infraestruturas e segurança com as crianças. Mas ainda não era uma fase escolar e por isso não tínhamos  qualquer duvida.
Quando foi para a 1ª classe, foi para uma  escola publica e sempre se deu muito bem e onde continua.
Mas à medida que se aproxima o quinto ano começamos a ouvir outros pais e a eterna discussão entre escolas publicas e privadas.
Sabemos bem que não queremos que o nosso filho viva numa espécie de bolha social, rodeado de miúdos privilegiados, que é o que são as escolas privadas. Por outro lado, no publico temos sempre os problemas de colocação de professores, as greves e a degradação das escolas. Mas todos nós já passamos por isso e estamos aqui.
Claro que pôr um ou mais filhos numa escola privada envolve um esforço financeiro gigantesco, os valores chegam aos 300 eur mensais por criança e a ideia de ser obrigada mais tarde a retirar a criança de uma escola onde ele tem os seus amigos e é feliz porque os pais ficaram sem possibilidade financeira para os manter lá, é uma coisa que me assusta tremendamente.
Já vi pessoas no mesmo caso e os miúdos sofrem imenso. Ainda há quem diga que quando se olha para os resultados de escolas públicas e privadas as diferenças são gigantescas. Sim, mas isso deve-se aos claros facilitismos e condições que as escolas privadas te oferecem. Além de que se a criança é estudiosa e aplicada vai sê-lo quer numa escola publica ou privada. Assim como os bons e maus profissionais (professores, auxiliares e funcionários)  que também os haverá em escolas publicas e privadas. É como tudo.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Playstation

Há dias aconteceu algo que já não acontecia há algum tempo. Pai e filho a jogar Playstation juntos. 
Talvez pela azáfama da vida, do trabalho, isso já era coisa rara, mas nesse dia..... entrar na sala e ver os dois agarrados aos seus comandos a contrabalançar o corpo para o jogador ir mais rápido, foi uma sensação muito boa.
Cá em casa somos fãs da PlayStation. Não há como negar. O miúdo adora e o graúdo também. Para quem não gosta  – como eu – a PlayStation passa-me ao lado, mas a eles permite-lhes  passar tempos de qualidade juntos. Já o pediatra Mário Cordeiro dizia que o importante é fazer com os filhos coisas de que genuinamente se goste, para partilhar os momentos. Ora… para eles jogar PlayStation é fixe. Há jogos para todos os gostos e é uma excelente maneira de estarem juntos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Filhos



O meu filho é meu motor, por ele sou corajosa, ganho forças inimagináveis e sou mãe que ajuda, que resolve e que dá mimos, mas também sou mãe insegura, com fragilidades e dificuldades, onde muitas vezes não sei o que fazer, mil dúvidas na cabeça, incertezas que me minam a confiança.
Ele esta a crescer, já não precisa tanto de mim, veste-se sozinho, toma banho sozinho… quero deixa-lo crescer mas ao mesmo tempo tenho saudades do meu bebe. Tenho medo do futuro, de que não seja feliz, que algo possa acontecer, sinto tantas vezes aquela falsa certeza que se o tiver sempre debaixo da minha asa, nada de mal lhe acontecerá...
E o tempo avança sem se importar com os meus medos, tenho que encontrar em mim a capacidade de o deixar voar, acreditar nos valores que lhe transmitimos e confiar.
Tenho medo dos momentos em que ele não quererá o meu colo, o meu mimo e o meu conselho. Que não vai querer que o embale, que o beije, que cuide dele e que o acompanhe. Mas sei que serei sempre a mãe com quem ele pode contar… a mãe que cuida, mima, acompanha, ralha, castiga, mas que está sempre, mas sempre de braços abertos para o acolher e embalar em todos os momentos da vida, bons ou maus. Quando ele acerta ou quando erre.