Sempre que muda o ano, temos a tendencia a achar que agora é que vamos mudar, agora é que vai ser. A vida vai ser diferente. Achamos que vamos ter novas possibilidades, que novas portas vão-se abrir. Achamos que vamos mudar aqueles pequenos aspectos que sempre quisemos mudar. Que vamos emagrecer, deixar os vícios, ser mais tolerantes, mais calmos, mais pacientes, mais organizados. Que vamos ter mais filtros, que vamos agradecer mais.
A verdade é que estas vontades são boas, faz-nos bem, da-nos a impulsão de que ás vezes precisamos, mas é preciso ter foco e não deixar entrar a rotina do dia a dia.
Nunca se esqueçam de que a mudança que você quer, está na decisão que você não toma.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Momentos
Sempre que passava uns dias de férias em casa do meus avós mantinha os mesmos rituais. Lembro-me muito bem, da casa, dos cheiros, dos sons.
O chapéu do meu avô pendurado no bengaleiro, as rolas a cantar. Abria a primeira gaveta da cómoda do quarto deles e via aquelas roupas antigas mas tão bem passadas e cuidadas.
Brincava nas escadinhas que davam para as outras casas, ia para o poço meia ás escondidas da minha avó brincar com a Barbie.
A casa era calma, ali nunca haviam gritos, nem discussões, apenas duas pessoas marcadas pelo tempo, que não sabiam ler nem escrever, mas tinham todo um leque de conhecimentos da vida como nunca vi.
O ritual era sempre o mesmo. Íamos à missa e quando voltávamos ia com o meu avô dar de comer ás rolas e galinhas. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que vi rolas bebés acabadas de nascer. Elas não se calavam, mas aquele som era de certa maneira reconfortante e familiar.
No quintal havia couves, cenouras e batatas. Eram dali os ingredientes para a sopa. Os lanches, um bom bife no meio do pão, alertavam que a hora de ir embora estava a chegar, e eu assim o comia sentada nas escadas a olhar a estrada. Ao longe a minha mãe, de sorriso de orelha a orelha a subir o caminho para me vir buscar. E é assim que percebemos que a felicidade é tão simples.
O chapéu do meu avô pendurado no bengaleiro, as rolas a cantar. Abria a primeira gaveta da cómoda do quarto deles e via aquelas roupas antigas mas tão bem passadas e cuidadas.
Brincava nas escadinhas que davam para as outras casas, ia para o poço meia ás escondidas da minha avó brincar com a Barbie.
A casa era calma, ali nunca haviam gritos, nem discussões, apenas duas pessoas marcadas pelo tempo, que não sabiam ler nem escrever, mas tinham todo um leque de conhecimentos da vida como nunca vi.
O ritual era sempre o mesmo. Íamos à missa e quando voltávamos ia com o meu avô dar de comer ás rolas e galinhas. Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que vi rolas bebés acabadas de nascer. Elas não se calavam, mas aquele som era de certa maneira reconfortante e familiar.
No quintal havia couves, cenouras e batatas. Eram dali os ingredientes para a sopa. Os lanches, um bom bife no meio do pão, alertavam que a hora de ir embora estava a chegar, e eu assim o comia sentada nas escadas a olhar a estrada. Ao longe a minha mãe, de sorriso de orelha a orelha a subir o caminho para me vir buscar. E é assim que percebemos que a felicidade é tão simples.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Reflexões
É com grande tristeza que interiorizo a pouca consideração que têm por nós, pessoas que são do nosso próprio sangue. Às vezes ate penso que essas são as piores.
Tento não pensar nisso, não me deixar afectar, mas há momentos na nossa vida que são mais fortes e muito maiores que nós.
Sangue do mesmo sangue, pessoas que nos conhecem desde sempre, são as que mais desejem que falhes, que falhemos, que nos demos mal, que nos separemos, que não venças no teu negócio.
Ás vezes apetece-me dizer: Que se lixe a família.
Não toda, mas aquela que apenas está na árvore genealógica e que só serve para nos retirar anos de vida, para nos deitar abaixo, para nos enervar e criticar.
Digo isto em modo de desabafo,
Mas somos mais fortes e vamos vencer e todos eles serão obrigados a reconhecer.
terça-feira, 27 de novembro de 2018
As voltas da vida
Ando a constatar que sou uma pessoa terrível, daquelas que se ri da desgraça alheia.
Bem, não são todas as desgraças como é óbvio, mas há algumas desgraças que me dão assim digamos, um certo gozo.
Vejamos: Adoro ver uma daquelas gajas que tinham a mania que eram boas na minha altura de escola, que eram as maiores, que tinham todos os rapazes, e que eram superiores, que acabavam por gozar com toda a
gente por tudo e por nada, que eram alvo de desejo de todos os meninos, ver essas meninas a perder todo o seu "esplendor".
Ir na rua e dar de
caras com um exemplar desses com uns 15 kg a mais,
cabelo oleoso e aquele ar de dona de casa, é assim coisa para me deixar a sorrir durante algum, tempo.
Gostava obviamente que as coisas fossem diferentes e tenho pena que seja
assim que muitas pessoas acabam, mas no fundo toda a vida delas foi fútil e de sarcasmo alheio.
Todas as
acções têm um retorno, gozavam com
todos, riam-se de quem não usava marcas caras ou tinha borbulhas,
porque olhavam para todos com um ar de superioridade quando
eram miúdas iguais a tantas outras mas tinham a sorte de serem mais
bonitas e de terem mais dinheiro.
A vida dá muitas voltas, e o problema é que as pessoas se esquecem disso.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
A lei do retorno
Sempre achei que a vida acaba por nos dar o que plantamos. Tu acabas por colher, mais tarde ou mais cedo, o que andaste uma vida a plantar.
Sempre
se ouviu dizer que Deus escreve direito por linhas tortas.
Não
gosto de dizer mal das pessoas, ás vezes um comentário aqui ou ali, mas não digo mal por dizer. Se não gosto da pessoa ela acaba por perceber porque fica quase que escrito na minha cara, sei que não sou propriamente a menina simpática
que anda por ai a mostrar os dentes a toda agente. Pelo menos assim á primeira.
Detesto aquele tipo de gente que anda
por aí, que estão em grupo com sorrisos e brincadeiras e mal a pessoa que eles não gostam, sai, é só descascar na casaca.
Penso que quando há pessoas que por belo prazer dizem mal de outras, por dizer, ou
demonstram uma enorme atitude de superioridade, eu acredito que um dia acabam por
engolir em seco.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Definições
Muitas vezes com o que vemos nas outras pessoas, acabamos por nos definir.
Acabamos por perceber o que não queremos ser, o que não queremos fazer e como não queremos agir.
Assim entendo que muito do que somos, devemos aos outros. Porque há pessoas que nos acrescentam que nos tornam seres melhores, pela forma como nos entendem, percebem, apoiam e pela forma como tornam fácil partilhar uma vida. Outros pelo que expliquei, ou seja, por tudo o que olhamos e não queremos ser.
Temos personalidade própria definida mas que é muitas vezes influenciada pelo que nos rodeia. Só temos que saber assimilar o melhor.
Acabamos por perceber o que não queremos ser, o que não queremos fazer e como não queremos agir.
Assim entendo que muito do que somos, devemos aos outros. Porque há pessoas que nos acrescentam que nos tornam seres melhores, pela forma como nos entendem, percebem, apoiam e pela forma como tornam fácil partilhar uma vida. Outros pelo que expliquei, ou seja, por tudo o que olhamos e não queremos ser.
Temos personalidade própria definida mas que é muitas vezes influenciada pelo que nos rodeia. Só temos que saber assimilar o melhor.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Assim nasce uma estrela
Gostos de filmes que são espelho. Daqueles em que me vejo no ecrã.
Também gosto daqueles em que vejo os outros no ecrã. Vejo alguém que conheço, ou reconheço a historia de alguém.
Gosto daqueles filmes que nos fazem pensar na vida, seja na nossa, seja na dos outros, daqueles filmes em que vivemos mais a personagem do que o próprio filme em si.
Foi o que me aconteceu com o ultimo filme que viu ver ao cinema.
A Star is born (Assim nasce uma estrela).
Um filme sobre a fama e de como ela pode muitas vezes levar ao declínio total.
Ally (Lady Gaga) nunca abandonou o sonho de se tornar uma estrela. Ela canta em pequenos bares á noite, alternando com o seu trabalho diurno. Um dia, conhece Jackson Maine (Bradley Cooper), um cantor muito consagrado mas atormentado com os vício do álcool. Com tendências auto destrutivas, ele reconhece o seu talento musical e resolve ajudá-la.
Os dois apaixonam-se e vivem uma grande história de amor. Mas, ao mesmo tempo que ela começa a atingir o estrelato e a emocionar multidões, começa também a afastar-se da sua verdadeira essência, da sua naturalidade e da sua natureza. Maine ao mesmo tempo torna-se vítima da implacável máquina que tem o poder de criar e destruir vedetas.
Dominado pelos vícios, Jackson inicia uma verdadeira descida aos infernos, deixando marcas profundas no seu relacionamento com Ally.
Uma historia criada em Hollywood que retrata... Hollywood.
Um filme para refletir sobre simplicidade, autenticidade e sobretudo perceber que ser uma estrela não significa ser feliz.
Também gosto daqueles em que vejo os outros no ecrã. Vejo alguém que conheço, ou reconheço a historia de alguém.
Gosto daqueles filmes que nos fazem pensar na vida, seja na nossa, seja na dos outros, daqueles filmes em que vivemos mais a personagem do que o próprio filme em si.
Foi o que me aconteceu com o ultimo filme que viu ver ao cinema.
A Star is born (Assim nasce uma estrela).
Um filme sobre a fama e de como ela pode muitas vezes levar ao declínio total.
Ally (Lady Gaga) nunca abandonou o sonho de se tornar uma estrela. Ela canta em pequenos bares á noite, alternando com o seu trabalho diurno. Um dia, conhece Jackson Maine (Bradley Cooper), um cantor muito consagrado mas atormentado com os vício do álcool. Com tendências auto destrutivas, ele reconhece o seu talento musical e resolve ajudá-la.
Os dois apaixonam-se e vivem uma grande história de amor. Mas, ao mesmo tempo que ela começa a atingir o estrelato e a emocionar multidões, começa também a afastar-se da sua verdadeira essência, da sua naturalidade e da sua natureza. Maine ao mesmo tempo torna-se vítima da implacável máquina que tem o poder de criar e destruir vedetas.
Dominado pelos vícios, Jackson inicia uma verdadeira descida aos infernos, deixando marcas profundas no seu relacionamento com Ally.
Uma historia criada em Hollywood que retrata... Hollywood.
Um filme para refletir sobre simplicidade, autenticidade e sobretudo perceber que ser uma estrela não significa ser feliz.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Reiki - Convite á felicidade
Tive uma fase da minha vida em que estava á procura de mim.
Basicamente procurava em mim a pessoa adulta que eu era, mas que não conseguia encontrar.
Não sei bem como, o Reiki entrou na minha vida. Penso que alguém me falou e acabei por encontrar uma mestra de Reiki e comecei a ir a algumas sessões.
Matriculei-me num curso de primeiro nível e entrei assim no mundo da meditação, da respiração pausada e calma, dos 5 princípios.
O Reiki ajudou-me essencialmente a acalmar. Eu andava sempre nervosa, stressada, e aprendi a parar, a respirar e a aceitar.
Adoraria ter continuado e confesso que hoje sinto falta desse lado espiritual na minha vida, desse lado em que concentramos as energias apenas para o que nos é essencial.
Essencialmente o Reiki é considerado um método de captação de energias. Uma terapia energética. Tudo á nossa volta tem energia, as pessoas, as plantas, os espaços, ... no Reiki, captas essa energia e canalizas esse fluxo que não só vai permitir manter a saúde do corpo e da mente como promover a cura de qualquer desequilíbrio ou doença.
A minha Mestra, por algum motivo que ainda não percebi, a certa altura começou a misturar tudo. Senti necessidade na altura de me afastar, porque já não me estava a identificar com o que ela queria transmitir do Reiki. Para ela Reiki era como a Religião. Reiki passou a ser Jesus, meditávamos com Jesus, com anjos, tudo agora era para ela, relacionado com Deus e Jesus.
Sou católica, tenho fé e acredito em Deus, mas Reiki é outra coisa.
E eu sinto falta disso.
Basicamente procurava em mim a pessoa adulta que eu era, mas que não conseguia encontrar.
Não sei bem como, o Reiki entrou na minha vida. Penso que alguém me falou e acabei por encontrar uma mestra de Reiki e comecei a ir a algumas sessões.
Matriculei-me num curso de primeiro nível e entrei assim no mundo da meditação, da respiração pausada e calma, dos 5 princípios.
O Reiki ajudou-me essencialmente a acalmar. Eu andava sempre nervosa, stressada, e aprendi a parar, a respirar e a aceitar.
Adoraria ter continuado e confesso que hoje sinto falta desse lado espiritual na minha vida, desse lado em que concentramos as energias apenas para o que nos é essencial.
Essencialmente o Reiki é considerado um método de captação de energias. Uma terapia energética. Tudo á nossa volta tem energia, as pessoas, as plantas, os espaços, ... no Reiki, captas essa energia e canalizas esse fluxo que não só vai permitir manter a saúde do corpo e da mente como promover a cura de qualquer desequilíbrio ou doença.
A minha Mestra, por algum motivo que ainda não percebi, a certa altura começou a misturar tudo. Senti necessidade na altura de me afastar, porque já não me estava a identificar com o que ela queria transmitir do Reiki. Para ela Reiki era como a Religião. Reiki passou a ser Jesus, meditávamos com Jesus, com anjos, tudo agora era para ela, relacionado com Deus e Jesus.
Sou católica, tenho fé e acredito em Deus, mas Reiki é outra coisa.
E eu sinto falta disso.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
A ternura dos 40
Por estes dias fiz 40 anos.
Qua - ren - ta.
Não me sinto com esta idade, ainda preciso de muita coisa. Ainda tenho que aprender muita coisa.
Quarenta anos tinham os nossos pais quando eu era adolescente, era assim uma idade de meio termo, a idade das mães.
Mas olhando em retrospectiva, acho que cheguei á melhor fase da minha vida.
Sinto-me mais madura, mais vivida, mais alerta. Sinto-me mais serena e dona de uma maior sabedoria. Tenho a energia da juventude e dizem que o charme feminino aos 40 está no seu auge.
Com o filho um pouco mais crescido, começo a ter agora mais tempo para mim e para o meu marido.
É uma idade em que há um longo percurso para trás, mas em compensação também há todo um leque de oportunidades e vida pela frente. Existe mais carisma, maior auto-confiança e os julgamentos da sociedade deixam de ser importantes. Sinto-me mais forte, a ser dona dos meus passos e a começar a saber balancear o equilíbrio que preciso para ser feliz.
Aprendi a parar e a respirar. A saber viver as coisas boas da vida sem pressas. Dou mais valor à saúde, penso mais a longo prazo.
Sim, sou uma quarentona e sou feliz.
Qua - ren - ta.
Não me sinto com esta idade, ainda preciso de muita coisa. Ainda tenho que aprender muita coisa.
Quarenta anos tinham os nossos pais quando eu era adolescente, era assim uma idade de meio termo, a idade das mães.
Mas olhando em retrospectiva, acho que cheguei á melhor fase da minha vida.
Sinto-me mais madura, mais vivida, mais alerta. Sinto-me mais serena e dona de uma maior sabedoria. Tenho a energia da juventude e dizem que o charme feminino aos 40 está no seu auge.
Com o filho um pouco mais crescido, começo a ter agora mais tempo para mim e para o meu marido.
É uma idade em que há um longo percurso para trás, mas em compensação também há todo um leque de oportunidades e vida pela frente. Existe mais carisma, maior auto-confiança e os julgamentos da sociedade deixam de ser importantes. Sinto-me mais forte, a ser dona dos meus passos e a começar a saber balancear o equilíbrio que preciso para ser feliz.
Aprendi a parar e a respirar. A saber viver as coisas boas da vida sem pressas. Dou mais valor à saúde, penso mais a longo prazo.
Sim, sou uma quarentona e sou feliz.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Das doenças
Sabem quando a preocupação é tanta que nem conseguimos chorar? Apenas
aparece aquele formigueiro na ponta dos dedos e a dor de barriga?
Há muito que não sentia isso, mas ontem senti. Estava assim desde manhã. Há espera da resolução de um problema de saúde e a certeza de um diagnóstico.
Ás vezes dou comigo a pensar que envelhecer não é triste, eu não encaro assim.
Envelhecer faz parte da vida, é um processo pelo qual passamos todos e, sem querer mesmo parecer cliché, acho mesmo que é uma questão de como a gente encara o envelhecimento.
Triste são as doenças. Essas sim, que maltratam e transformam. Nunca ninguém sabe a maneira perfeita de lidar com a doença, seja nossa, seja dos nossos. Cada um lida como pode e como sabe. E essas sim, as doenças, são más, sugam, corroem, anulam.
É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que vamos aprendendo depois com a vida a sermos pai e mãe. Mas na realidade também ninguém nos prepara para sermos filhos de pais envelhecidos e doentes.
Fazemos o que podemos, um dia de cada vez e criamos memórias que ficarão nos nossos corações.
Há muito que não sentia isso, mas ontem senti. Estava assim desde manhã. Há espera da resolução de um problema de saúde e a certeza de um diagnóstico.
Ás vezes dou comigo a pensar que envelhecer não é triste, eu não encaro assim.
Envelhecer faz parte da vida, é um processo pelo qual passamos todos e, sem querer mesmo parecer cliché, acho mesmo que é uma questão de como a gente encara o envelhecimento.
Triste são as doenças. Essas sim, que maltratam e transformam. Nunca ninguém sabe a maneira perfeita de lidar com a doença, seja nossa, seja dos nossos. Cada um lida como pode e como sabe. E essas sim, as doenças, são más, sugam, corroem, anulam.
É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que vamos aprendendo depois com a vida a sermos pai e mãe. Mas na realidade também ninguém nos prepara para sermos filhos de pais envelhecidos e doentes.
Fazemos o que podemos, um dia de cada vez e criamos memórias que ficarão nos nossos corações.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Mês bom
Agosto, mês mágico, de férias para muita gente, eu inclusivé.
Este mês farei a mudança, espero eu, vai dar trabalho, mas vamos escrever novas memórias nas novas paredes.
Agosto que trás o sol que deixa todos mais felizes. As tardes longas à beira-mar. Os sumos naturais e as saladas coloridas.
Os dias de praia, piscina ou debaixo da ramada em familia. As noites de caminhadas entre um gelado e uma "Fanta".
A semana possível de férias mas que nos vai saber pela vida! As roupas leves, os vestidos frescos, os óculos de sol. O cheiro de protector solar.
As noites de calor de persianas abertas. Seja onde for, com quem for, somos nós que importamos. Juntos.
Este mês farei a mudança, espero eu, vai dar trabalho, mas vamos escrever novas memórias nas novas paredes.
Agosto que trás o sol que deixa todos mais felizes. As tardes longas à beira-mar. Os sumos naturais e as saladas coloridas.
Os dias de praia, piscina ou debaixo da ramada em familia. As noites de caminhadas entre um gelado e uma "Fanta".
A semana possível de férias mas que nos vai saber pela vida! As roupas leves, os vestidos frescos, os óculos de sol. O cheiro de protector solar.
As noites de calor de persianas abertas. Seja onde for, com quem for, somos nós que importamos. Juntos.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Da falta de paciência
Há uns valentes anos atrás, estava eu num café da minha cidade, quando o dono do café deu 2 estaladas no filho (que trabalhava lá com ele) em frente a tudo e todos.
O miúdo não devia ter mais de 16 anos e trabalhava com o pai desde sempre. De sol a sol. Não teve infância, pouco estudou e o pai achava de para o disciplinar o melhor era dar-lhe estalos em frente a todo o café. Aquilo marcou-me. Marcou-me de tal maneira que hoje vos estou a falar nisso.
E falo nisto porque vejo cada vez mais pais a perderem as estribeiras e a ameaçar os filhos com uma chapada ou algo mais.
Falo nisto porque ainda há dias presenciei uma mãe que não satisfeita com o que o filho de 9 anos estava a fazer gritou em plenos pulmões para quem queria ouvir que lhe dava 2 estalos.
Eu nunca levei palmadas e sabia bem quando estava a fazer algo de errado.
A questão aqui, e cada um saberá como educa os seus filhos, é dar as palmadas no rabo porque realmente a criança se portou mal, ou se as palmadas já são derivadas de impaciência dos pais que muitas vezes estão demasiado ocupados a enviar sms e a ver televisão para tomar atenção ao que o próprio filho tem a dizer!!
Penso que é mais por aí.
O miúdo não devia ter mais de 16 anos e trabalhava com o pai desde sempre. De sol a sol. Não teve infância, pouco estudou e o pai achava de para o disciplinar o melhor era dar-lhe estalos em frente a todo o café. Aquilo marcou-me. Marcou-me de tal maneira que hoje vos estou a falar nisso.
E falo nisto porque vejo cada vez mais pais a perderem as estribeiras e a ameaçar os filhos com uma chapada ou algo mais.
Falo nisto porque ainda há dias presenciei uma mãe que não satisfeita com o que o filho de 9 anos estava a fazer gritou em plenos pulmões para quem queria ouvir que lhe dava 2 estalos.
Eu nunca levei palmadas e sabia bem quando estava a fazer algo de errado.
A questão aqui, e cada um saberá como educa os seus filhos, é dar as palmadas no rabo porque realmente a criança se portou mal, ou se as palmadas já são derivadas de impaciência dos pais que muitas vezes estão demasiado ocupados a enviar sms e a ver televisão para tomar atenção ao que o próprio filho tem a dizer!!
Penso que é mais por aí.
terça-feira, 17 de julho de 2018
Liberdade de ser quem és
Não é fácil viver em sociedade. É cansativo quando optamos por passar a vida a tentar arranjar desculpas por termos qualidades ou características que os outros não têm.
Toda a gente devia perceber que é mesmo assim, não somos todos iguais. No que me diz respeito, já não me desculpo, sou o que sou e quem gosta tudo bem, quem não gosta paciência.
Desde pequena que sempre tive muita atenção, considero-me uma pessoa divertida e tive a felicidade de sempre fazer facilmente amizades. Umas revelaram-se sérias e importantes outras não. Com o passar dos anos, entendi que a admiração e a inveja andam de mãos dadas.
Eu nunca tive aquela beleza estonteante de fazer parar o transito, mas vejo que isso não é nada. No mundo em que vivemos, um brinco, um anel, a família que tens ou o teu status são muitas vezes o motivo do incomodo.
Eu compreendo que deve ser difícil ver em alguém, com tanta facilidade e naturalidade, ter algo que sempre se desejou e nunca se conseguiu.O que temos ou o que somos, ou ainda, o que fazemos, pode ser motivo de perturbação, para quem nos observa.
Não considero ninguém menor que eu, mas estou cansada de quem se incomoda tanto comigo. Hoje até me da gosto, porque realmente devo ser muito importante.
Escolho a minha liberdade, a liberdade de ser o que sou, ter o que tenho, gritar bem alto quem é a minha família. Tenho orgulho. Estou longe de ser perfeita. Tenho defeitos e dores escondidas, mas sou o que sou. Decido não me esconder mais, escolho ser livre.
Toda a gente devia perceber que é mesmo assim, não somos todos iguais. No que me diz respeito, já não me desculpo, sou o que sou e quem gosta tudo bem, quem não gosta paciência.
Desde pequena que sempre tive muita atenção, considero-me uma pessoa divertida e tive a felicidade de sempre fazer facilmente amizades. Umas revelaram-se sérias e importantes outras não. Com o passar dos anos, entendi que a admiração e a inveja andam de mãos dadas.
Eu nunca tive aquela beleza estonteante de fazer parar o transito, mas vejo que isso não é nada. No mundo em que vivemos, um brinco, um anel, a família que tens ou o teu status são muitas vezes o motivo do incomodo.
Eu compreendo que deve ser difícil ver em alguém, com tanta facilidade e naturalidade, ter algo que sempre se desejou e nunca se conseguiu.O que temos ou o que somos, ou ainda, o que fazemos, pode ser motivo de perturbação, para quem nos observa.
Não considero ninguém menor que eu, mas estou cansada de quem se incomoda tanto comigo. Hoje até me da gosto, porque realmente devo ser muito importante.
Escolho a minha liberdade, a liberdade de ser o que sou, ter o que tenho, gritar bem alto quem é a minha família. Tenho orgulho. Estou longe de ser perfeita. Tenho defeitos e dores escondidas, mas sou o que sou. Decido não me esconder mais, escolho ser livre.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Quem manda sou eu!
À medida que nos vamos conhecendo, que deixamos de lado as aparências, todas as mentiras criadas para alterar uma realidade, o mundo abre-se a novas possibilidades e acabamos por nos sentir mais livres. Livres para ser o que, de fato somos, sempre fomos ou desejariamos ser. Sem as preocupações com a opinião alheia.
O problema é que por vezes olhamos para nós e só vemos o lado sombrio e aí percebemos que os nossos pensamentos dominam tudo à nossa volta. A nossa maneira de ser, a nossa forma de agir, a nossa opinião sobre os outros, a nossa saúde física e mental. A reflexão é o melhor remédio contra todos os males da sua vida. A introspeção.
É aí que percebemos que temos que parar e refletir.
Refletir sobre nos mesmas e sobre os factos, analisar comportamentos e sentimentos ao invés de simplesmente aceitá-los, é fundamental para uma vida saudável e pode te curar de toda aquela angústia que insiste em consumir o teu dia a dia.
Quando descobrimos que temos poder sobre os nossos pensamentos e que, afinal, podemos dominá-los e não o contrário, o equilíbrio instala-se e acabamos por nos conseguir livrar de tudo o que nos puxa para trás.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Mudar de sexo
Ontem, à hora do almoço, uma das minhas colegas de trabalho falava de um rapaz que decidiu ser rapariga.
Nasceu no corpo errado, nunca se identificou em nada com os rapazes e toda a vida se sentiu feminina. Mudou a aparência, o nome, e agora prepara-se para mudar de sexo.
Não imagino sequer o sofrimento que deve ser não te identificares com o próprio corpo, com a maneira de teres que te comportar, com a maneira de agir. Viver uma vida de mentira para estar de bem com a Sociedade e muitas vezes com a própria família.
Pessoas que acham isso doença ou distúrbio de personalidade não sabem do que falam. A depressão sim, é uma doença, doença essa que muitas vezes estas pessoas padecem de tanta infelicidade que sentem. Em Portugal já é possível mudar de sexo a partir dos 16 anos (com as devidas autorizações de psicólogos e pais).
Ser Transgénero é não uma opção, é a condição para aquela pessoa ser feliz e a felicidade deve ser procurada e vale a pena lutar por ela. Sempre.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Pergunta sem resposta
Sou crente. Não pratico rituais nenhuns por sistema, mas sou crente.
Creio por uma questão de sanidade mental. De acreditar que, no fim, tudo acaba bem.
Acredito que um dia nos vamos encontrar todos, que vamos estar em harmonia, lá não sei onde.
Gosto de acreditar nisso. Acredito que há algo, alguém, acima de nós que nos rege, que toma conta de nós, que nos guia.
Confesso que ás vezes questiono. Questiono que se há um Deus tão bom, porque acontecem coisas tão más? A pessoas tão boas, tão inocentes?
Penso que não haverá resposta, não sei. Talvez sejam coisas que têm que acontecer para melhorar alguém, para tocar em alguém, não sei.
Gostava que um dia me explicassem.
Olho para o céu todos os dias na minha varanda, bem cedo, respiro fundo e agradeço, a Ele, a Alguém, o facto de estar aqui, de ter o meu marido, filho e pais comigo, de ter uma casa, um emprego, uma família. Agradeço e respiro.Começa o meu dia!
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Jantares de amigos
Estes dias dei comigo a pensar que podia receber mais vezes os amigos la em casa. Fazer jantares, é tão bom, daqueles jantares em que acabamos todos a rir de nada, estão a ver?
Depois ponho-me a pensar bem no assunto e acabo por adiar mais uma vez.
Uma pessoa decide organizar um jantar em casa. Põe na mesa o seu melhor serviço, saca do faqueiro herdado no casamento, limpa a casa, e organiza-se um manjar de fazer crescer água na boca.
Antes de abrir a porta, dá-se uma vista de olhos pela sala. Mesa posta irrepreensível, linda, com flores a enfeitar e uma velas acesas. Pequenos aperitivos, pão, e não falta nada.
Tocam á campainha, são os convidados e aí começa o desespero. O cão, ladra, uiva, salta, desespera-se. O filho vai para a porta ver quem é. Eu só quero que o cão se acalme, que tudo corra bem, que as pessoas se sentem, que
descontraiam e que conversem. Mas não, o cão tem que ser preso, e ladra, ladra, ladra e ladra!!!
As
senhoras do grupo a quererem ser simpáticas: "Precisas de ajuda?". Não, não quero, quero que vão para a sala, que a cozinha está um caos! Ora, se temos a sala num brinco, a
cozinha depois da fase de preparação e confecção do majar, está caótica com tanta louça e desarrumação.
Já disse que o cão continua a ladrar?
Depois as convidadas continuam a "querer ajudar" e abrem o frigorífico e os armários e à procura de coisas
para poderem fazer e mostrar que não vieram só para comer. E logo saem frazes do género "Onde é que está o abre capsulas?" e de um " Sabes onde é
que guardas o saco de gelo?", "Ai, o meu é muito melhor que o teu."
Respiro fundo e o cão continua a ladrar. Todos tentam em vão, acalmar o cão.
Sentamo-nos, a comida está deliciosa, come-se e fala-se. Faltam os guardanapos, grande lapso. "Queres que vá buscar, diz-me onde estão?" - não, não quero, não, não preciso de ajuda!
Estou em minha casa, eu é que sei onde é que está tudo arrumado e, por favor não me andem a circular pela cozinha que o cão já esta mais calmo e vai voltar a ladrar.
Fiquem na sala a tomar conta dos vossos filhos que andam em correria e ainda me partem alguma coisa. Jantem e desfrutem do jantar que preparei com tanto carinho que que eu farei o
mesmo da próxima vez que seja eu a convidada.
terça-feira, 15 de maio de 2018
Definições
Muitas vezes damos conta que estamos a fazer juízos de valor de alguém gratuitamente. Sem conhecer a pessoa, sem saber nada da sua vida, das suas dificuldades e obstáculos. Simplesmente porque não gostamos delas, ou do aspecto delas.
A verdade é que nada nos define. Ou nada nos deveria definir. As coisas materiais não nos definem. A nossa aparência não nos define.
Se tens carro, se moras sozinha, se tens um curso superior ou não, se ganhas bem, isso não te define.
Se já namoraste várias vezes, se nunca namoraste, se sais a noite ou se gostas de ficar por casa, isso não te define. Se um dia calças salto alto e no outros umas sapatilhas, isso não te define. Se nunca choras, não quer dizer que sejas forte o tempo todo. Se falas muito bem em público, não quer dizer que não tenhas vergonha. Se estas sempre a rir, não quer dizer que sejas feliz.
Na maioria das vezes o que vemos das pessoas é apenas o que elas transmitem, e não a sua verdadeira essência.
Cada pessoa tem uma historia de vida, tem um percurso que a fez ser o que hoje é.
Não nos compete a nos julgar, até porque não sabemos nada sobre a pessoa. Todas as pessoas carregam um mundo inteiro dentro de si, sonhos, valores, sentimentos, experiências, condutas e intenções. Esse mundo interior muitas vezes não é revelado no que fazemos, fica lá escondido e reservado onde só os muito próximos têm acesso.
Já me revoltei com muita gente, com atitudes de pessoas, com frases, com actos. Hoje não me revolto. Sei que as pessoas têm dentro delas muitas vezes problemas mal resolvidos, são carentes, são infelizes. Tento desejar que essas pessoas evoluam e que cheguem a um patamar de tranquilidade que lhes permita ser bondosos com os outros.
A verdade é que nada nos define. Ou nada nos deveria definir. As coisas materiais não nos definem. A nossa aparência não nos define.
Se tens carro, se moras sozinha, se tens um curso superior ou não, se ganhas bem, isso não te define.
Se já namoraste várias vezes, se nunca namoraste, se sais a noite ou se gostas de ficar por casa, isso não te define. Se um dia calças salto alto e no outros umas sapatilhas, isso não te define. Se nunca choras, não quer dizer que sejas forte o tempo todo. Se falas muito bem em público, não quer dizer que não tenhas vergonha. Se estas sempre a rir, não quer dizer que sejas feliz.
Na maioria das vezes o que vemos das pessoas é apenas o que elas transmitem, e não a sua verdadeira essência.
Cada pessoa tem uma historia de vida, tem um percurso que a fez ser o que hoje é.
Não nos compete a nos julgar, até porque não sabemos nada sobre a pessoa. Todas as pessoas carregam um mundo inteiro dentro de si, sonhos, valores, sentimentos, experiências, condutas e intenções. Esse mundo interior muitas vezes não é revelado no que fazemos, fica lá escondido e reservado onde só os muito próximos têm acesso.
Já me revoltei com muita gente, com atitudes de pessoas, com frases, com actos. Hoje não me revolto. Sei que as pessoas têm dentro delas muitas vezes problemas mal resolvidos, são carentes, são infelizes. Tento desejar que essas pessoas evoluam e que cheguem a um patamar de tranquilidade que lhes permita ser bondosos com os outros.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Be authentic
Não precisamos de pernas finas, barriga lisa, cabelo liso e pele perfeita para sermos felizes. Podemos ser felizes com alguma celulite, rugas e cabelos ao vento. O que precisamos é de amor próprio.
O que precisamos é olhar no espelho e gostarmos do que vemos, mesmo com as nossas imperfeições. É preciso aprender a gostar do imperfeito. Não esquecer a nossa força e a coragem, não esquecer a nossa história que foi o que nos levou para chegar até aqui. Não deixar de lado a nossa alma verdadeira, deixar para trás os medos e receios. Amar o nosso cabelo, seja ele liso, enrolado, crespo, curto ou longo. Amar o nosso corpo, fazendo um esforço para o ter mais em forma.
Temos que nos sentir bonitas, confiantes e optimistas.
Esquecer os fracassos e recordar as vitórias. Amar a nossa própria loucura e defender aquilo em que acreditamos. Alimentar o ego sem precisar de elogios; gostar da nossa roupa, sem precisar que alguém diga que “estas bonita”.
Lembrar sempre que a autenticidade é a nossa melhor arma.
O que precisamos é olhar no espelho e gostarmos do que vemos, mesmo com as nossas imperfeições. É preciso aprender a gostar do imperfeito. Não esquecer a nossa força e a coragem, não esquecer a nossa história que foi o que nos levou para chegar até aqui. Não deixar de lado a nossa alma verdadeira, deixar para trás os medos e receios. Amar o nosso cabelo, seja ele liso, enrolado, crespo, curto ou longo. Amar o nosso corpo, fazendo um esforço para o ter mais em forma.
Temos que nos sentir bonitas, confiantes e optimistas.
Esquecer os fracassos e recordar as vitórias. Amar a nossa própria loucura e defender aquilo em que acreditamos. Alimentar o ego sem precisar de elogios; gostar da nossa roupa, sem precisar que alguém diga que “estas bonita”.
Lembrar sempre que a autenticidade é a nossa melhor arma.
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