A escola primária a nível de lembranças, passa-me um pouco ao lado.
Não me lembro de muito..... lembro-me de me obrigarem a beber um leite chocolatado horrivel, e lembro-me de alguns amigos que estudavam comigo. Lembro-me da sala e pouco mais. Não me deve ter marcado muito mas recordo-me de fazer algo de adorava... picotar.
Quando a Professora Virgínia mandava fazer trabalhos manuais,
era algo que eu gostava sempre já que significava que não íamos estar ali
com tabuadas ou a tentar fazer letras bonitas, era o agarrar em
tesouras, papel, cola, lápis e divertir-mo-nos a fazer algo fixe.
Penso que hoje já não se usa picotar nas escolas, pelo menos vejo pelo meu filho que nunca picotou na sala de aula, mas com uma esponja e um Pin afiado, picotarmos
como se não houvesse amanhã. Eu gostava disto, de fazer o recorte de
algo picotando, talvez porque vias o trabalho a surgir aos poucos.
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Relembrar é viver
Lembro-me bem de estar na casa da minha tia, aos domingos, na rua de
terra que ladeava a casa a jogar um daqueles jogos que foi passando de geração
em geração apesar de hoje não ser tão popular como noutros tempos. O jogo da Macaca era daqueles jogos que
exigia muita pouca coisa para nos divertirmos, bastava um pau para desenhar na
terra e uma pedra.
Para se jogar à Macaca são precisas pelo menos duas crianças, jogava sempre eu e as minhas primas e passávamos horas naquilo.
Para se jogar à Macaca são precisas pelo menos duas crianças, jogava sempre eu e as minhas primas e passávamos horas naquilo.
Não me recordo muito bem das regras do jogo mas penso que atirávamos a “patela”
para a primeira casa e tínhamos que fazer o percurso da “Macaca” ao pé
cochinho. Ida e volta sem tocar nas linhas, apanhar a "patela" e sair. Assim passávamos
á casa seguinte e assim sucessivamente.
Era comum encontrar vários desenhos deste jogo pelas ruas, passeios,
parques… Era um jogo divertido que principalmente as meninas adoravam.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Relembrar é viver
Os livros da
Patrícia são uma memória muito querida de muita rapariga, nomeadamente eu.
Lembro-me que via nas aventuras desta menina uma inspiração.
Esta colecção de livros mostrava as aventuras de uma menina de 13 anos, que vivia numa quinta nas margens do rio Hudson, nos EUA.
Esta colecção de livros mostrava as aventuras de uma menina de 13 anos, que vivia numa quinta nas margens do rio Hudson, nos EUA.
A Patrícia e
a sua amiga Nora não tinham receio nenhum de explorar tudo o que as rodeava. O
conceito era o habitual das histórias de detectives, sendo que os títulos eram importantíssimos
para cativar a miudagem e palavras como mistério e enigma encantavam a
juventude.
Foram mais
de 40 livros que Verbo Juvenil lançou em Portugal e nos anos 2000 foi a vez da
Oficina do Livro relançar algumas edições. Eu tenho aí 3 em casa dos meus pais,
que devorei na minha adolescência. Um dia hei-de reler… só para recordar!
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Relembrar é viver
Os Onda Choc eram a banda mais fixe que existia. Todos os miúdos suspiravam com as letras de primeiros amores em cima de êxitos estrangeiros como “Tous les garçons et les filles”. Essa música era qualquer coisa como “Na minha idade os rapazes e as raparigas já sabem tão bem… o que é sentir a emoção de um amor…” e a coisa continuava.
Se hoje ainda existissem fariam 25 anos. Os Onda Choc nasceram em 1987 e puseram toda a cantar “Na Minha Idade” ou “Biquíni Pequenino às Bolinhas Amarelas”.
Quando o meu pai me deu a primeira cassete que tive deles, passei meses a ouvi-la.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Relembrar é viver
Chefe...mas pouco! Quem lembra?
Uma série que retratava a vida de Tony Micelli, (Tony Danza) que era um ex-jogador de Baseball que se teve que retirar devido a uma lesão e decide mudar-se para um sítio onde possa educar melhor a sua filha Samantha (Alyssa Milano). Acaba por ficar como empregado na casa de Angela Bower (Judith Light), uma executiva com uma vida atarefada e que necessitava de ajuda na lida da casa e no tomar conta do seu filho Jonathan (Danny Pintauro). Para completar o elenco principal aparecia ainda a mãe de Angela, a Mona (Katherine Helmond), que não tinha problemas em dizer o que pensava e se metia sempre em confusões com Tony. Apesar de ambos terem várias relações ao longo da série, era óbvia a atracção que ambos tinham um pelo outro mas que tentavam sempre evitar a todo o custo. O conceito e nome da série, consistiam no facto de ser a mulher que saía e ia ganhar o sustento para a família, enquanto que o homem (que neste caso nem era o marido) ficava com as lidas da casa, algo nada comum nessa altura.
Uma série que retratava a vida de Tony Micelli, (Tony Danza) que era um ex-jogador de Baseball que se teve que retirar devido a uma lesão e decide mudar-se para um sítio onde possa educar melhor a sua filha Samantha (Alyssa Milano). Acaba por ficar como empregado na casa de Angela Bower (Judith Light), uma executiva com uma vida atarefada e que necessitava de ajuda na lida da casa e no tomar conta do seu filho Jonathan (Danny Pintauro). Para completar o elenco principal aparecia ainda a mãe de Angela, a Mona (Katherine Helmond), que não tinha problemas em dizer o que pensava e se metia sempre em confusões com Tony. Apesar de ambos terem várias relações ao longo da série, era óbvia a atracção que ambos tinham um pelo outro mas que tentavam sempre evitar a todo o custo. O conceito e nome da série, consistiam no facto de ser a mulher que saía e ia ganhar o sustento para a família, enquanto que o homem (que neste caso nem era o marido) ficava com as lidas da casa, algo nada comum nessa altura.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Relembrar é viver
E o que eu adorava a série ALF?
Quem se recorda do alienígena que cai na garagem da casa da família Tanner na Califórnia? Sem saber o que fazer, os Tanners ficam com ALF , e escondem-no até que ele possa consertar sua nave para voltar ao local de onde partiu. Desde o seu humor e paixão por gatos, ALF com o passar do tempo, acaba por se tornar um membro permanente da família.
Uma série cheia de peripécias e muito humor!
Quem se recorda do alienígena que cai na garagem da casa da família Tanner na Califórnia? Sem saber o que fazer, os Tanners ficam com ALF , e escondem-no até que ele possa consertar sua nave para voltar ao local de onde partiu. Desde o seu humor e paixão por gatos, ALF com o passar do tempo, acaba por se tornar um membro permanente da família.
Uma série cheia de peripécias e muito humor!
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Relembrar é viver
21 Jump Street.
Quem lembra desta enigmática série que passou nos anos 80? Esta série tratava de um grupo de jovens policias que se infiltrava nas escolas para investigar crimes cometidos por alunos. Esse grupo reunia-se numa capela abandonada no numero 21 da Jump Street (daí o nome da série) para receber instruções de mais uma nova missão, distribuir tarefas, reunir informações e decidir qual melhor caminho para obter as provas do criminoso (ou do inocente).
Uma série jovens e para jovens que lançou a carreira de Johhny Depp.
Quem lembra desta enigmática série que passou nos anos 80? Esta série tratava de um grupo de jovens policias que se infiltrava nas escolas para investigar crimes cometidos por alunos. Esse grupo reunia-se numa capela abandonada no numero 21 da Jump Street (daí o nome da série) para receber instruções de mais uma nova missão, distribuir tarefas, reunir informações e decidir qual melhor caminho para obter as provas do criminoso (ou do inocente).
Uma série jovens e para jovens que lançou a carreira de Johhny Depp.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Relembrar é viver
Quem lembra da serie passada nos anos 90, o Princepe de Bel-Air??
Eu adorava. Era uma série com o Will Smith que mostrava um retrato aproximado da sua vida real. Nessa comédia, a sua mãe envia-o para Filadélfia para viver com o tios ricos Phil e Vivian em Bel-Air na Califórnia. A série retratava o dia a dia dessa familia onde ele vivia a divertir-se a fazer trapalhadas aos primos Carlton e Hilary.
Eu adorava. Era uma série com o Will Smith que mostrava um retrato aproximado da sua vida real. Nessa comédia, a sua mãe envia-o para Filadélfia para viver com o tios ricos Phil e Vivian em Bel-Air na Califórnia. A série retratava o dia a dia dessa familia onde ele vivia a divertir-se a fazer trapalhadas aos primos Carlton e Hilary.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Relembrar é viver
"As Aventuras de Huckleberry Finn" foi uma série japonesa baseada nos
romances "As Aventuras de Tom Sawyer" e "As Aventuras de Huckleberry
Finn" de Mark Twain. A série de 26 episódios foi produzida em 90/91 pela
Enoki Films, e realizada por Norio Kashima.
Mais tarde, decide fugir do pai e ajudar Jim a encontrar a mãe que
se encontra hospitalizada. Para isso terá de descer o rio Mississippi,
onde vive grandes aventuras durante a viagem.
A série passou na TV2(RTP2) em 1995. Quem lembra?
sexta-feira, 5 de maio de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Relembrar é viver
Quem lembra da série de TV dos anos 80, Duarte & Companhia?
Tratava-se basicamente de uma série portuguesa de comédia policial transmitida originalmente na RTP.
Na altura lembro-me que achava imensa piada e não perdia um episódio.
A série apresentava histórias rocambolescas, cenas de perseguição espectaculares (para a época, claro) , gangs hilariantes e uma interpretação extraordinária de Rui Mendes (que era o chefe), António Assunção, Henriqueta Maia, Canto e Castro, Paula Mora, Isabel de Castro entre outros. A acção era desenvolvida em redor dos trabalhos de investigação de uma agência de detectives privados onde tudo lhes acontecia.
Tratava-se basicamente de uma série portuguesa de comédia policial transmitida originalmente na RTP.
Na altura lembro-me que achava imensa piada e não perdia um episódio.
A série apresentava histórias rocambolescas, cenas de perseguição espectaculares (para a época, claro) , gangs hilariantes e uma interpretação extraordinária de Rui Mendes (que era o chefe), António Assunção, Henriqueta Maia, Canto e Castro, Paula Mora, Isabel de Castro entre outros. A acção era desenvolvida em redor dos trabalhos de investigação de uma agência de detectives privados onde tudo lhes acontecia.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Relembrar é viver
Lembro-me que quando tive a minha primeira maquina do joguinho Tetris, todas as minhas amigas já tinham.
Penso que foi alguém que me deu uma usada mas a minha alegria em ter uma foi exactamente igual.
Jogada Tetris dia e noite. Ao almoço, ao jantar, na cama, no sofá, no carro e na casa de banho.
Jogava tanto que me lembro bem que ali numa fase até sonhava com o jogo quando dormia. Foi quando percebi que tinha que abrandar.
Estas maquinas foram um "BUMM" na altura e a loucura estava lançada.
Penso que foi alguém que me deu uma usada mas a minha alegria em ter uma foi exactamente igual.
Jogada Tetris dia e noite. Ao almoço, ao jantar, na cama, no sofá, no carro e na casa de banho.
Jogava tanto que me lembro bem que ali numa fase até sonhava com o jogo quando dormia. Foi quando percebi que tinha que abrandar.
Estas maquinas foram um "BUMM" na altura e a loucura estava lançada.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Relembrar é viver!
Lembro-me bem do meu primeiro telemovel. Era da Ericsson e para mim algo fantástico.
Tive um familiar que sempre trabalhou em Telecomunicações e que sempre dizia que um dia falaríamos através de um telefone sem fios,e à distancia.
Nunca foi acreditado. Toda a gente achava que era mais um delírio até que os telemóveis começaram a aparecer.
Primeiro aqueles enormes, numa caixa, para o carro, depois uns com antenas mas já sem caixa.
Quando comecei a trabalhar e pude, comprei um. Era da rede Telecel. Foi o meu melhor amigo, tinha uma bateria enormeeeeee, e era pesado, dava para mudar a capinha, para outras de cores diferentes. Era maravilhoso poder falar com o meu namorado (hoje marido) a toda a hora.
Depois desse tive imensos, conforme iam evoluindo eu ia comprando, um Motorolla de abrir, um Nokia já com visor, depois mais tarde com as câmaras fotografias, até ao que se vê hoje. Já tive mais de 20 telemóveis.
Os Smartphones hoje são parte da nossa vida e já não sabemos viver sem eles. Aqui fica o meu numero 1.
Tive um familiar que sempre trabalhou em Telecomunicações e que sempre dizia que um dia falaríamos através de um telefone sem fios,e à distancia.
Nunca foi acreditado. Toda a gente achava que era mais um delírio até que os telemóveis começaram a aparecer.
Primeiro aqueles enormes, numa caixa, para o carro, depois uns com antenas mas já sem caixa.
Quando comecei a trabalhar e pude, comprei um. Era da rede Telecel. Foi o meu melhor amigo, tinha uma bateria enormeeeeee, e era pesado, dava para mudar a capinha, para outras de cores diferentes. Era maravilhoso poder falar com o meu namorado (hoje marido) a toda a hora.
Depois desse tive imensos, conforme iam evoluindo eu ia comprando, um Motorolla de abrir, um Nokia já com visor, depois mais tarde com as câmaras fotografias, até ao que se vê hoje. Já tive mais de 20 telemóveis.
Os Smartphones hoje são parte da nossa vida e já não sabemos viver sem eles. Aqui fica o meu numero 1.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Relembrar é viver
Lembro-me bem dos meus sábados à tarde de juventude... não eram nada de especial, pelo contrário, passados entre limpezas com a minha mãe e uma espreitadela à Televisão.
Eu optava sempre por limpar a cozinha e a sala, pois como tinham televisões eu limpava e via ao mesmo tempo Tv.
Ao sábado, na minha adolescência dava sempre um filme de vida, alguma história bonita e romântica e sempre baseados em livros de Danielle Steel que eu adoro.
No fim do filme era a vez de um programa brasileiro, chamado Você Decide, em que os telespectadores decidiam, por telefone, o final que queriam ver em cada episódio. O programa tinha uma historia e essa tinha sempre 2 finais possíveis. O publico votava no seu final favorito para o desfecho da historia do dia.
Tinha a apresentação de António Sala no inicio da década de 90 e depois voltou em 1998 na Sic já com a apresentação de José Figueiras.
Quem lembra?
Eu optava sempre por limpar a cozinha e a sala, pois como tinham televisões eu limpava e via ao mesmo tempo Tv.
Ao sábado, na minha adolescência dava sempre um filme de vida, alguma história bonita e romântica e sempre baseados em livros de Danielle Steel que eu adoro.
No fim do filme era a vez de um programa brasileiro, chamado Você Decide, em que os telespectadores decidiam, por telefone, o final que queriam ver em cada episódio. O programa tinha uma historia e essa tinha sempre 2 finais possíveis. O publico votava no seu final favorito para o desfecho da historia do dia.
Tinha a apresentação de António Sala no inicio da década de 90 e depois voltou em 1998 na Sic já com a apresentação de José Figueiras.
Quem lembra?
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Quando eu era pequena...
.... os meus pais não tinham carro. Os tempos eram muito mais complicados na altura e carro era para os mais favorecidos.
O meu pai tinha uma mota, uma Lambretta. Era vermelha, lembro-me bem. O transporte era complicado para uma família de 3. Ia o meu pai a conduzir, a minha mãe atrás naturalmente e eu, ia em pé entre o meu pai e o guiador. A mota tinha um pára-brisas bastante alto que nos protegia do vento mas lembro-me que era muito desconfortável ir ali a pé. E perigoso.
Para quem ouve até acha graça, mas hoje como mãe, penso no quanto devia ser dificil para os meus pais terem que transportar assim a filha, muitas vezes enrolada num plástico quando chovia. O medo de cairmos, ou de alguém ir contra nós, e o frio.
Hoje transportamos o nosso filho no carro, quentinho, até á porta da escola e já reclamamos quando chove um pouco e ele leva com umas pingas na cabeça.
Difíceis tempos aqueles.
O meu pai tinha uma mota, uma Lambretta. Era vermelha, lembro-me bem. O transporte era complicado para uma família de 3. Ia o meu pai a conduzir, a minha mãe atrás naturalmente e eu, ia em pé entre o meu pai e o guiador. A mota tinha um pára-brisas bastante alto que nos protegia do vento mas lembro-me que era muito desconfortável ir ali a pé. E perigoso.
Para quem ouve até acha graça, mas hoje como mãe, penso no quanto devia ser dificil para os meus pais terem que transportar assim a filha, muitas vezes enrolada num plástico quando chovia. O medo de cairmos, ou de alguém ir contra nós, e o frio.
Hoje transportamos o nosso filho no carro, quentinho, até á porta da escola e já reclamamos quando chove um pouco e ele leva com umas pingas na cabeça.
Difíceis tempos aqueles.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Recordar é viver
Andei anos e anos de autocarro. Detestava. Lembro-me bem de estar ao frio e à chuva à espera que ele passasse para eu poder ir para a escola.
Quando estava ainda na cama, lembro-me de sentir um nó na garganta por saber que ia estar ali, tempos infinitos à espera, sozinha com os meus pensamentos. Os carros a passar e toda a gente a olhar para quem ali estava na berma da estrada, os pneus que pisavam as poças e te molhavam toda, o guarda chuva que partia quando tentavas fecha-lo ás pressas para entrar.
Autocarros muito velhos, sem condições, a cair de podres e a abarrotar, com pessoas penduradas umas nas outras, nas portas, até no motorista. O cheiro ao sovaco de roupas por lavar, o tocar à campainha para sair na paragem e não conseguir passar, ter que gritar para esperarem que eu saia.
De tudo o que recordo nada é bom. Não gostava, pronto.
Quando estava ainda na cama, lembro-me de sentir um nó na garganta por saber que ia estar ali, tempos infinitos à espera, sozinha com os meus pensamentos. Os carros a passar e toda a gente a olhar para quem ali estava na berma da estrada, os pneus que pisavam as poças e te molhavam toda, o guarda chuva que partia quando tentavas fecha-lo ás pressas para entrar.
Autocarros muito velhos, sem condições, a cair de podres e a abarrotar, com pessoas penduradas umas nas outras, nas portas, até no motorista. O cheiro ao sovaco de roupas por lavar, o tocar à campainha para sair na paragem e não conseguir passar, ter que gritar para esperarem que eu saia.
De tudo o que recordo nada é bom. Não gostava, pronto.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Recordar é viver
E na minha juventude o que eu gostava destes rapazes?
Giros e com pinta eram o ai jesus das meninas. Fiquem com um dos seus grandes êxitos e recordem os New Kids On The Block.
Giros e com pinta eram o ai jesus das meninas. Fiquem com um dos seus grandes êxitos e recordem os New Kids On The Block.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Recordar é viver
Passou na década de 80 e era uma série passada num liceu ficcional chamado Degrassi.
A série, Degrassi Junior High era basicamente um drama que seguia as vidas de um grupo de estudantes adolescentes que frequentavam esse liceu.
Os episódios abordavam tópicos difíceis como drogas, abuso de crianças, gravidez na adolescência, homossexualidade, homofobia, racismo e divórcio. A serie teve um impacto grande na altura devido ao retrato tão realista dos desafios da vida daqueles adolescentes.
Lembro-me de acordar bem cedo para não perder um episódio e a musica de abertura ficava no ouvido:
A série, Degrassi Junior High era basicamente um drama que seguia as vidas de um grupo de estudantes adolescentes que frequentavam esse liceu.
Os episódios abordavam tópicos difíceis como drogas, abuso de crianças, gravidez na adolescência, homossexualidade, homofobia, racismo e divórcio. A serie teve um impacto grande na altura devido ao retrato tão realista dos desafios da vida daqueles adolescentes.
Lembro-me de acordar bem cedo para não perder um episódio e a musica de abertura ficava no ouvido:
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Recordar é viver
Foi A colecção dos anos 90, toda a gente andava viciada nestes cromos e comiam-se Bollycao a toda a hora. Os Tou's eram protagonizados por um pequeno boneco verde, que aparecia em poses sugestivas e a ver com a frase do cromo.
O boneco, arredondado,
era sempre acompanhado de uma frase engraçada e que nos fazia rir quando tinha tudo
a ver connosco. Lembro-me de ter a porta do meu quarto, por trás, toda colada de Tou's.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
O meu diário
Quando era pequena e me faziam aquelas perguntas estúpidas, como: “O que salvavas em caso de incêndio?” sempre respondi: “O meu diário.”
O meu diário era para mim, uma verdadeira preciosidade. Ganhei o meu primeiro diário talvez com 10/11 anos e ainda hoje o tenho, lá guardado e bem escondido. Era azul, com fadas na capa, tinha um aloquete com chave e era o meu tesouro.
Acho que desisti de escrever no diário a partir do momento em que passei a ter medo que o lessem. De facto e pensando bem, fazemos tantas coisas más na adolescência e temos pensamentos e gostos tão estranhos que mais vale não deixar provas escritas de nada.
É mais seguro.
Era mais ou menos isto:
O meu diário era para mim, uma verdadeira preciosidade. Ganhei o meu primeiro diário talvez com 10/11 anos e ainda hoje o tenho, lá guardado e bem escondido. Era azul, com fadas na capa, tinha um aloquete com chave e era o meu tesouro.
Acho que desisti de escrever no diário a partir do momento em que passei a ter medo que o lessem. De facto e pensando bem, fazemos tantas coisas más na adolescência e temos pensamentos e gostos tão estranhos que mais vale não deixar provas escritas de nada.
É mais seguro.
Era mais ou menos isto:
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