sexta-feira, 20 de maio de 2016

Palavras que podiam ser as minhas

" ter sorte por nos termos encontrado e isso ter sido uma sorte. por saber que a vida tem tantas curvas e que isso podia ter-nos afastado ou impedir que nos conhecêssemos. mas não foi assim. esbarrámos um no outro. e ficámos um no outro. sorte, chamar-lhe-ei assim. porque esta vida partilhada tornou-me melhor. tornou-se o ponto para onde me viro sempre que penso que vou descarrilar.
é por isto que atravesso os dias com a certeza de que nada é por acaso, que a vida une as pessoas certas nos momentos certos, que sabe o que faz, e que nos pequenos nadas de que é feito o nosso amor, em tudo o que é absolutamente essencial, a vida conspira sempre a nosso favor.
é que no amor, como na vida, quando dois querem (muito), um não larga e o outro não desiste."

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Saudades do sofá

Ás vezes penso na vida que tinha há uns tempos atrás, o meu marido trabalhava menos, tinhamos outro ritmo. Com a entrada do meu filho para a escola tudo mudou, a azáfama do dia a dia, o ir buscar á escola, ao ATL, os treinos de futebol, da piscina, os trabalhos de casa... todo esse tempo é consumido por ele.
Assim, desde que o vou buscar até que o coloco na cama, o meu tempo é praticamente para ele.
Volto a ser Eu, quando ele vai para a cama, onde tiro tempo para mim, para colocar os meus cremes de rosto, secar o cabelo, preparar a minha roupa para o dia seguinte e ir ao Facebook :)
Ontem dei por mim, a tentar lembrar-me da ultima vez que me deitei no sofá com o meu marido a ver Tv... e não consegui.
Fica muito pouco tempo para desfrutar da casa, do sofá com o meu marido como fazíamos há um tempo atrás, mas não me sinto triste porque quando o faço, vale em dobro.
Ontem deitamo-nos 15 minutinhos no sofá, abraçados e valeu por horas....

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Depois da tempestade....

Com a chegada deste pequeno solinho, vem sempre uma valente gripe. Este ano não foi excepção: nariz COMPLETAMENTE entupido, olhos lacrimejantes e surtos de tonturas e calor.
Assim foram os meus ultimos 10 dias...
De rapariga com um som nasalar até agradável, virei de repente uma fanhosa repugnante.
E é curioso ver como  as pessoas não têm compaixão nenhuma por um fanhoso, gozam, espezinham e pedem mesmo para falarmos muito só para se rirem!
Depois de várias carteiras de lenços, vários liquidos injectados no nariz, Ben-u-Ron e anti-histaminicos, eis que hoje respiro normalmente. Narinas limpas e desentupidas, olhos secos, lentes colocadas e o corpo a regressar ao normal.

Surpresa boa!

Uma vez, li que no Egito existem cinquenta palavras para diferenciar a areia. Isto acontece porque na paisagem do Egito, a areia é o que mais se destaca, e é preciso usar diferentes palavras para diferenciar cada tipo de areia. É por isso também que os esquimós possuem mais de cem palavras para o branco, pois a paisagem deles está cercada de neve, e os índios têm mais de 30 palavras para designar o verde, porque a paisagem deles é a floresta.
Eu desejava ter mil palavras para dizer "amo-te", porque o amor que sinto por ti está em todo o lado. É a minha paisagem, a minha vida em redor.  Está numa nuvem que passa, no vento, na chuva, na xicara de café, no sofá, na montanha...

Ontem ao chegar a casa no fim de um dia de trabalho, tinha a mais bela surpresa com a carta mais bonita que já li. Só porque sim, só porque me ama. Ama-me sem porquês, em papel de rascunho e numa folha branca.
Chorei, de emoção, de gratidão e de amor.
Quero sempre manter por perto as certezas que um dia nos fizeram juntar e começar este caminho a dois.
Amo-te.