"E é isto que é difícil: sentir que nos beijam a alma. Sentir que alguém se dá a esse trabalho. Que se empenha para chegar onde outros não chegam. Que quer de nós precisamente aquilo que não vê, mas aquilo que sente que somos. Que nos quer: por inteiro.
Beijar alguém é fácil. É um puro acto físico. Basta juntar duas bocas e um beijo está dado. Frio, vazio e sem sentimento. Apenas uma acto. Nada acrescenta e nada ensina.
Beijarem-nos a alma é que é difícil. Beijarem-nos e sentirmos que o mundo desabou. Beijarem-nos e percebermos que aquilo é tudo que ambos queremos. Beijarem-nos e finalmente sossegar. Beijarem-nos e apenas ficar.
Que quando duas almas se querem beijar, que nada as consiga travar!
E esse é o NOSSO beijo!"
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Dificil compreende-las, não?
Há dias, numa festa de família, o meu filho brincava com 2 meninas da sua idade.
Entre brincadeiras, uma das meninas começou a chorar copiosamente e a outra assim se seguiu. Com ambas as meninas a chorar, o meu filho perturbado e sem compreender, perguntou: - O que é que elas têm?
Alguém respondeu: - Habitua-te, são mulheres!
Entre brincadeiras, uma das meninas começou a chorar copiosamente e a outra assim se seguiu. Com ambas as meninas a chorar, o meu filho perturbado e sem compreender, perguntou: - O que é que elas têm?
Alguém respondeu: - Habitua-te, são mulheres!
Recordar é viver
Andei anos e anos de autocarro. Detestava. Lembro-me bem de estar ao frio e à chuva à espera que ele passasse para eu poder ir para a escola.
Quando estava ainda na cama, lembro-me de sentir um nó na garganta por saber que ia estar ali, tempos infinitos à espera, sozinha com os meus pensamentos. Os carros a passar e toda a gente a olhar para quem ali estava na berma da estrada, os pneus que pisavam as poças e te molhavam toda, o guarda chuva que partia quando tentavas fecha-lo ás pressas para entrar.
Autocarros muito velhos, sem condições, a cair de podres e a abarrotar, com pessoas penduradas umas nas outras, nas portas, até no motorista. O cheiro ao sovaco de roupas por lavar, o tocar à campainha para sair na paragem e não conseguir passar, ter que gritar para esperarem que eu saia.
De tudo o que recordo nada é bom. Não gostava, pronto.
Quando estava ainda na cama, lembro-me de sentir um nó na garganta por saber que ia estar ali, tempos infinitos à espera, sozinha com os meus pensamentos. Os carros a passar e toda a gente a olhar para quem ali estava na berma da estrada, os pneus que pisavam as poças e te molhavam toda, o guarda chuva que partia quando tentavas fecha-lo ás pressas para entrar.
Autocarros muito velhos, sem condições, a cair de podres e a abarrotar, com pessoas penduradas umas nas outras, nas portas, até no motorista. O cheiro ao sovaco de roupas por lavar, o tocar à campainha para sair na paragem e não conseguir passar, ter que gritar para esperarem que eu saia.
De tudo o que recordo nada é bom. Não gostava, pronto.
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