domingo, 12 de novembro de 2017

Aos Domingos uma receita

Barritas de Cereais
Ingredientes (para 10 a 12 unidades):
— Três chávenas (280 gramas) de flocos de aveia;
— Uma chávena (130 gramas) de frutos gordos e sementes (avelãs, sementes de abóbora e girassol);
Um quarto de chávena (40 gramas) de chocolate negro;
Um terço de chávena de banana madura esmagada;
— Um terço de chávena de manteiga de amêndoa;
— Um terço de chávena de tâmaras secas;
— Uma pitada de canela.

Modo de preparação:
Triture no processador de alimentos as tâmaras, juntamente com a banana, a manteiga de amêndoa e o mel. À parte, corte as avelãs ou outra oleaginosa que estiver a utilizar em pedaços mais pequenos. Coloque os pedaços numa taça, e adicione as sementes, a aveia em flocos, o chocolate grosseiramente picado e uma pitada de canela ou outra especiaria.Junte a mistura de banana e manteiga de amêndoa. Mexa, envolvendo tudo muito bem.
Numa forma de, aproximadamente, 20 por 20 centímetros coloque papel vegetal e, de seguida, a mistura das barras de cereais. Aperte a mistura com as costas de um colher, até ficar lisa e de altura uniforme por toda a forma. Leve ao forno durante cerca de 20 a 25 minutos, até ficarem douradas, a uma temperatura de 160 graus.Retire as barras do forno e deixe arrefecer à temperatura ambiente durante alguns minutos, retire da forma, deixe arrefecer completamente e coloque no frigorífico. É importante que as barras estejam frias para cortá-las. Se cortarem as barras quentes, provavelmente vão desfazer-se.As barritas devem ser guardadas num recipiente fechado no frigorífico e aguentam uma semana. Pode também congelar.

sábado, 11 de novembro de 2017

Relembrar é viver

A Revista Bravo foi um caso de sucesso nos anos 80.
Era uma revista que continha tudo que era noticia acerca dos famosos, fossem eles actores, cantores ou modelos.
O seu sucesso é até curioso, hoje que penso nisso, porque a revista não dava para ler, porque simplesmoente vinha em alemão! O seu sucesso devia-se ao que tinha como fotos, posters e autocolantes que trazia no seu interior.
Vendia-se em qualquer papelaria ou quiosque e não era nada cara.
Os ídolos do momento faziam a alegria dos adolescentes cujos olhos brilhavam ao ver as páginas da revista que faziam sucesso no recreio e nos pavilhões das escolas onde várias alunas e alunos se reuniam a folhear umas páginas de uma revista numa língua completamente estranha e imperceptível.
Hoje a revista ainda existe, até há (ou houve) uma edição nacional, mas está longe do frenesim que provocava em plenos anos 80 por essas escolas.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Avós de hoje

Não vou dizer que ás vezes não sinta um pouco de tristeza por os avós do meu filho (meus pais) não serem como os avós que por aí vejo. Avós que abdicam de tudo pelos netos, para estar com eles, avós que não faltam 1 jogo, uma festa de escola.
Confesso que algumas vezes gostava que eles ficassem com ele uma noite para eu poder sair com o meu marido, ir ao teatro, cinema, dizer disparates, descontrair, limpar a cabeça, ter uma saída a 2.
Mas por outro lado, a minha nova faceta resiliente, também já aceitou (depois de alguma revolta, confesso) que só tenho que compreender e aceitar que os avós do meu filho não têm disponibilidade ou paciência para ficar com ele horas a fio. A própria vida mudou… e ainda bem. 
Os meus pais assim como tantos avós são pessoas activas, têm a sua vida, os seus afazeres, as suas rotinas e as suas agendas pessoais. E no fundo têm todo o direito a isso. Na verdade eles já passaram por tudo o que nós estamos a passar, criaram os seus filhos… e agora querem aproveitar o tempo que lhes resta, seja de que maneira for, seja a sair ou a ficar em casa a ler. Não é por isso que nos amam menos ou aos próprios netos, pois acredito que o neto é o mais que tudo de ambos. Bem pelo contrário. Se eles estiverem felizes, terão muito mais para nos dar. 
São os extremos que me incomodam, como aquelas pessoas que usam e abusam da boa vontade dos pais, utilizando as suas casas como o depósito dos filhos. E há tantos pais que demitem permanentemente das suas responsabilidades, empurrando-as para cima dos outros.

Porque hoje é sexta feira


Ser criança até poder...

Quando era pequena, nas férias ia para a casa dos meu avós.
O meu avô era Sacristão na Igreja da terra e íamos á missa. Era algo que eu gostava, dos canticos, das vozes em sintonia. O leitinho e o pão com manteiga no café e a volta a casa a pé pela linha do comboio.
Na casa da minha avó não havia brinquedos. Brincava na rua, ou com as bonecas que levava.  Brincava ao faz de conta com a minha prima durante tardes inteiras e brincámos até muito tarde nas nossas vidas, o que, aparentemente, não nos fez mal nenhum.
Hoje acho que as crianças não brincam o suficiente. É a exigência dos estudos, é o dia inteiro na escola. No meu tempo saía as 15h da escola ainda tinha tempo de fazer deveres e brincar.
Brincar é importante. É o que distingue as crianças dos adultos, o mundo do faz de conta.
Na minha casa há muitos brinquedos. Há bolas, carrinhos, roupas de super-herois, máscaras, puzzles... O meu filho brinca um pouco todos os dias. Espalha tudo pela sala, veste e despe equipamentos de futebol. Experimenta. Improvisa. Inventa.
É deixá-los brincar, é importante.
Claro que nem sempre me apetece, ou não me dá jeito. Há dias em que preferia mesmo que ele ficasse quietinho que não desarrumasse. Mas depois lembro-me que eles não crianças para sempre.