sexta-feira, 6 de abril de 2018
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Porque hoje o pensamento é teu
Eu devia ter aí 9 ou 10 anos, vínhamos da Maconde.
A Maconde era uma empresa têxtil riquíssima, em Vila do Conde, e há 30 anos atrás era muito famosa por ter venda directa ao publico, aos sábados e a preços mais baixos.
Ás vezes íamos lá, eu e os meus pais, e eu adorava. Vinha de lá com roupa nova e feliz da vida.
Nesse dia vínhamos da Maconde, era um sábado de sol e eu lembro-me de estarmos muito felizes pois tínhamos feito várias compras. Fomos á mercearia de um amigo da família, como o costume, fazer umas comprinhas para o almoço. Quando entramos e ele nos viu, as lágrimas vieram-lhe aos olhos e perguntou á minha mãe: "Ainda não sabes? " A minha mãe quase pressentindo alguma coisa perguntou: "Foi a minha mãe?"
A minha avó andava sempre que meio doente, daí a duvida. Era uma pessoa mais fria, mais distante. Resmungava mais e não tinha tanta paciência para os filhos e netos. O carinho e amor vinha sempre do meu avô, não só para nós, mas para toda a gente. Família e estranhos. Toda a gente tinha um prato de comida lá em casa e a minha avó passava-se com isso.
"Foi o teu pai." - Caiu como uma pedra na nossa vida.
O meu avô não estava doente, sempre rijo e bem disposto. Morreu a dormir. Assim, simples, e eu penso que esta morte tão natural e tão calma, tenha sido uma dádiva pela pessoa bonita que ele era.
Tenho muitas memórias bonitas com ele e tenho saudades de o ver a entrar com o seu chapéu na cabeça e os seus fatos cinzentos.
Esta noite sonhei com o meu avô, o Sacristão da Igreja que toda a gente gostava.
De todas as pessoas que já partiram na minha família, atrevo-me a dizer que é de ti que tenho mais saudades, 30 anos depois.
A Maconde era uma empresa têxtil riquíssima, em Vila do Conde, e há 30 anos atrás era muito famosa por ter venda directa ao publico, aos sábados e a preços mais baixos.
Ás vezes íamos lá, eu e os meus pais, e eu adorava. Vinha de lá com roupa nova e feliz da vida.
Nesse dia vínhamos da Maconde, era um sábado de sol e eu lembro-me de estarmos muito felizes pois tínhamos feito várias compras. Fomos á mercearia de um amigo da família, como o costume, fazer umas comprinhas para o almoço. Quando entramos e ele nos viu, as lágrimas vieram-lhe aos olhos e perguntou á minha mãe: "Ainda não sabes? " A minha mãe quase pressentindo alguma coisa perguntou: "Foi a minha mãe?"
A minha avó andava sempre que meio doente, daí a duvida. Era uma pessoa mais fria, mais distante. Resmungava mais e não tinha tanta paciência para os filhos e netos. O carinho e amor vinha sempre do meu avô, não só para nós, mas para toda a gente. Família e estranhos. Toda a gente tinha um prato de comida lá em casa e a minha avó passava-se com isso.
"Foi o teu pai." - Caiu como uma pedra na nossa vida.
O meu avô não estava doente, sempre rijo e bem disposto. Morreu a dormir. Assim, simples, e eu penso que esta morte tão natural e tão calma, tenha sido uma dádiva pela pessoa bonita que ele era.
Tenho muitas memórias bonitas com ele e tenho saudades de o ver a entrar com o seu chapéu na cabeça e os seus fatos cinzentos.
Esta noite sonhei com o meu avô, o Sacristão da Igreja que toda a gente gostava.
De todas as pessoas que já partiram na minha família, atrevo-me a dizer que é de ti que tenho mais saudades, 30 anos depois.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Não gostas de mim? E depois?
A verdade é que não importa quem somos, o que escolhemos fazer ou o quanto nos esforçamos para agradar, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós.
Acho que sempre me preocupei em demasia em agradar a toda a gente. Sempre achei, na minha pretensão, que não haveria porque não gostar de mim.
Sempre dei muito poder a outras pessoas e pouco a mim mesma. No entanto, sei hoje que não importa quem somos, como somos ou o que fazemos, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós, não importa o quanto tentemos.
Todos temos defeitos, todos temos algo que irrita alguém, e isso é normal, é saudável.
Sempre existirão pessoas que nos amam, essas pessoas são as nossas verdadeiras companheiras, as que merecem todo o nosso amor e dedicação.
A verdadeira essência de sermos seres felizes e completos é sermos sempre, mas sempre, verdadeiros com nós próprios, valorizar-mos quem está ao nosso lado, e não perder tempo a tentar provar algo a pessoas que não têm nada a dizer na nossa vida.
Penso que nunca devemos desistir de nós, não importa os erros que façamos e o quanto nos sentimos mal com algo, temos sempre que lutar por uma melhor versão da nossa pessoa, todos os dias.
É normal não agradar a todos e a vida deve seguir da mesma maneira.
Quando aprendermos a nos amarmos e a aceitar-nos como somos, amar outras pessoas torna-se mais fácil. Portanto, temos que nos focar no amor, na felicidade e na positividade.
Torne-se uma pessoa da qual realmente se orgulhe.
Acho que sempre me preocupei em demasia em agradar a toda a gente. Sempre achei, na minha pretensão, que não haveria porque não gostar de mim.
Sempre dei muito poder a outras pessoas e pouco a mim mesma. No entanto, sei hoje que não importa quem somos, como somos ou o que fazemos, sempre haverá pessoas que não gostarão de nós, não importa o quanto tentemos.
Todos temos defeitos, todos temos algo que irrita alguém, e isso é normal, é saudável.
Sempre existirão pessoas que nos amam, essas pessoas são as nossas verdadeiras companheiras, as que merecem todo o nosso amor e dedicação.
A verdadeira essência de sermos seres felizes e completos é sermos sempre, mas sempre, verdadeiros com nós próprios, valorizar-mos quem está ao nosso lado, e não perder tempo a tentar provar algo a pessoas que não têm nada a dizer na nossa vida.
Penso que nunca devemos desistir de nós, não importa os erros que façamos e o quanto nos sentimos mal com algo, temos sempre que lutar por uma melhor versão da nossa pessoa, todos os dias.
É normal não agradar a todos e a vida deve seguir da mesma maneira.
Quando aprendermos a nos amarmos e a aceitar-nos como somos, amar outras pessoas torna-se mais fácil. Portanto, temos que nos focar no amor, na felicidade e na positividade.
Torne-se uma pessoa da qual realmente se orgulhe.
Das invejas de estimação
Tenho acompanhado "a vida" de Carolina Patrocínio nas redes sociais, ou pelo menos o que ela partilha, claro.
Carolina foi novamente mãe de outra menina há muito poucos dias e partilhou fotos que pareciam que nada lhe tinha acontecido. Com a recém-nascida nos braços, maquilhada, com fios, brincos e anéis.
Estas fotos desenvolveram um imenso rol de partilha de mensagens de ódio e desdém de várias pessoas, muitas mesmo, acusando-a de ser falsa e artificial.
A irmã sentiu necessidade de a vir defender dizendo que ela não é de todo artificial e que para ter um filho não é necessário estar sem brincos. Verdade.
A própria Carolina veio a publico dizer também que para quando se vai ter um filho vai-se como se está no momento e que apenas se pensa em epidural e puxos. Outra verdade.
Temos para mim que a maior parte dos comentários e criticas são pura inveja. Uma mãe não tem que ser obrigatoriamente gorda, com 3 queixos e estar de cara deslavada.
A Carolina Patrocínio opta por ter um corpo que ela gosta, e independentemente de gostarmos ou não, há-que respeitar.
Carolina foi novamente mãe de outra menina há muito poucos dias e partilhou fotos que pareciam que nada lhe tinha acontecido. Com a recém-nascida nos braços, maquilhada, com fios, brincos e anéis.
Estas fotos desenvolveram um imenso rol de partilha de mensagens de ódio e desdém de várias pessoas, muitas mesmo, acusando-a de ser falsa e artificial.
A irmã sentiu necessidade de a vir defender dizendo que ela não é de todo artificial e que para ter um filho não é necessário estar sem brincos. Verdade.
A própria Carolina veio a publico dizer também que para quando se vai ter um filho vai-se como se está no momento e que apenas se pensa em epidural e puxos. Outra verdade.
Temos para mim que a maior parte dos comentários e criticas são pura inveja. Uma mãe não tem que ser obrigatoriamente gorda, com 3 queixos e estar de cara deslavada.
A Carolina Patrocínio opta por ter um corpo que ela gosta, e independentemente de gostarmos ou não, há-que respeitar.
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