sexta-feira, 6 de julho de 2018
quinta-feira, 5 de julho de 2018
A minha mãe e eu!
A minha mãe sempre fez mil coisas para me proteger, hoje parece-me um exagero, mas em criança, acatamos sem questionar. Eu não andava na rua à noite porque fazia frio, não comia gelados porque faziam mal à garganta, sempre penteada e bem vestida, não corria muito porque podia cair..... enfim, uma infância super protegida que me privou, vejo hoje, de muitas coisas.
Lembro-me
bem de ser criança. Consigo fechar os olhos e lembrar-me das tardes que passei sozinha em casa nas férias, ou quando por vezes ia para casa dos meus avós. No fundo foi uma infância feliz, dentro daquilo que me era oferecido.
Quando não tens termo de comparação, és verdadeiramente feliz.
Os nossos pais, já na nossa infancia mudaram muito, eles foram crianças do tempo da ditadura e a disciplina e rigidez era coisa certa. O meu pai chegou a passar muitas dificuldades, nomeadamente fome. A minha mãe não. Vinda de uma familia de mais meios, da cidade (como se dizia) não teve tantas carencias.
Sei que os nossos pais, quando foram eles proprios pais, tentaram ser diferentes dos pais deles, tentavam ser mais compreensivos, mais tolerantes, mas sempre dentro do que ainda estava enraizado dentro deles.
Havia sempre um "deixa o teu pai chegar do trabalho
que já conversamos" e muitas ameaças do "em casa conversamos", em minha casa não, mas sei que pais da geração dos meus ainda utilizavam a celebre chinelada, palmada e estalo. Já não havia vergastadas com cintos (como o meu avô fazia ao meu pai) mas havia ali ainda algo que estava entranhado nas suas próprias educações.
Ainda hoje, na minha geração ainda há pais assim, do pensamento "no meu tempo levava umas palmadas e
não me fez mal nenhum". Felizmente já há mais dos que pensam que não é necessário bater ou sacudir as moscas para se fazer ouvir.
Os
tempos e os contextos são diferentes, as circunstâncias são diferentes e
os recursos que temos agora tambem são diferentes. Sei que a minha mãe fez o
melhor que sabia com os recursos que tinha. Eu faço o melhor que sei com
os recursos que tenho.
Na minha casa já não existia o tratar a mãe por "você", mas ao mesmo tempo acho que deveria ter havido um pouco mais de aproximação. Física. Abraços, beijos, carinhos.
Hoje com o meu filho sei que tento compensar tudo isso, eu beijo, eu abraço, eu afago, eu mimo. Também resmungo, disciplino. Também chocamos, faz parte.
Não me revolto, os meus pais fizeram o que achavam que era melhor para mim. Eu faço o que acho melhor para o meu filho e hoje consigo compreender muita coisa quando ela dizia "um dia vais perceber, quando fores mãe."
Hoje compreendo sim, posso não concordar, mas compreendo.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
O meu filme do fim de semana
Madoff - Teia de mentiras
A história verídica que gira em torno de Bernard Madoff (Robert de Niro), um ex-consultor financeiro norte-americano que criou uma das maiores empresas de investimentos de Wall Street.
Foram quase duas décadas a criar falsas aplicações em fundos inexistentes, a gerar uma fortuna bilionária para ele mesmo e sua família. Mas como Madoff teria desenvolvido um esquema tão complexo sem a ajuda de ninguém? Como seria possível os filhos Mark e Andrew, que trabalhavam com o pai há anos, não saberem destas práticas criminosas? Condenado por fraude, ele foi responsável por uma sofisticada operação que é considerada a maior fraude financeira da história dos EUA.
A história verídica que gira em torno de Bernard Madoff (Robert de Niro), um ex-consultor financeiro norte-americano que criou uma das maiores empresas de investimentos de Wall Street.
Foram quase duas décadas a criar falsas aplicações em fundos inexistentes, a gerar uma fortuna bilionária para ele mesmo e sua família. Mas como Madoff teria desenvolvido um esquema tão complexo sem a ajuda de ninguém? Como seria possível os filhos Mark e Andrew, que trabalhavam com o pai há anos, não saberem destas práticas criminosas? Condenado por fraude, ele foi responsável por uma sofisticada operação que é considerada a maior fraude financeira da história dos EUA.
terça-feira, 3 de julho de 2018
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Colo de mãe
Quando o meu filho nasceu, eu tive a sorte do meu marido estar em casa, comigo, para cuidar dele. Hoje sei que sozinha eu talvez desse bem conta do recado (mas na altura não achava).
Sempre fui uma pessoa de querer controlar tudo, e com ele ali, tão pequenino, eu tinha a sensação que não controlava nada.
Muni-me dos meus ouvidos para ouvir a sua respiração, os meus olhos sempre em cima dele, as minhas mãos sempre a segura-lo.
Quando somos mães queremos controlar tudo, controlar o sofrimento deles, as doenças, as suas tristezas e desilusões. Queremos prevenir acidentes, quedas, tropeções, batidas de
cabeça e arranhões nos joelhos, vírus no ar e tosse à noite ao dormir. Queremos ser o air-bag da vida deles.
Conforme eles vão crescendo vamos percebendo que não o somos. Que eles vão ter que cair, esfolar o joelho, chorar. A vida é assim, eles têm que a viver para serem seres Humanos bons e fortes. O que nos compete a nós não será protege-los de tudo mas sim estar lá, para o que for, dar colo, amor, mimo e compreensão.
E colo de mãe tem poderes curativos.
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