terça-feira, 17 de julho de 2018

Liberdade de ser quem és

Não é fácil viver em sociedade. É cansativo quando optamos por passar a vida a tentar arranjar desculpas por termos qualidades ou características que os outros não têm.
Toda a gente devia perceber que é mesmo assim, não somos todos iguais. No que me diz respeito, já não me desculpo, sou o que sou e quem gosta tudo bem, quem não gosta paciência.
Desde pequena que sempre tive muita atenção, considero-me uma pessoa divertida e tive a felicidade de sempre fazer facilmente amizades. Umas revelaram-se sérias e importantes outras não. Com o passar dos anos, entendi que a admiração e a inveja andam de mãos dadas.
Eu nunca tive aquela beleza estonteante de fazer parar o transito, mas vejo que isso não é nada.  No mundo em que vivemos, um brinco, um anel, a família que tens ou o teu status são muitas vezes o motivo do incomodo.
Eu compreendo que  deve ser difícil ver em alguém, com tanta facilidade e naturalidade, ter algo que sempre se desejou e nunca se conseguiu.O que temos ou o que somos, ou ainda, o que fazemos, pode ser motivo de perturbação, para quem nos observa.
Não considero ninguém menor que eu, mas estou cansada de quem se incomoda tanto comigo. Hoje até me da gosto, porque realmente devo ser muito importante.
Escolho a minha liberdade, a liberdade de ser  o que sou, ter o que tenho, gritar bem alto quem é a minha família. Tenho orgulho. Estou longe de ser perfeita. Tenho defeitos e dores escondidas, mas sou o que sou. Decido não me esconder mais, escolho ser livre.

 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Relembrar é viver


Modelo e Detective.
Durante cinco temporadas, nos anos 80, eles pareciam a dupla perfeita na televisão. Uma serie bem escrita, com comédia que fazia com que nos divertíssemos muito a vê-la. Contudo, e depois de anos de sucesso, surgiu o boato que quando as câmaras paravam de filmar, o ambiente no estúdio transformava-se em pesadelo. Bruce Willis e Cybill Shepherd mal olhavam um para o outro.
No último ano, 1989, o declínio de “Modelo e Detective” foi inevitável. Willis estava a digerir o sucesso de “Assalto ao Arranho-Céus”, Cybill Shepherd tinha acabado de ser mãe de gémeos e ambos se tornaram incompatíveis.
Ficam as memórias dos anos de sucesso desta fantastica série. Quem lembra?
 

Para ler e assimilar

«Felizes são aqueles que percebem que a felicidade não é um rumo. Não é uma constante. Felizes são aqueles que aceitam a infelicidade como parte do caminho sabendo que não é ali que querem estar. Felizes são aqueles que procuram o lado certo da vida, sabendo que o lado errado faz parte dela também. Felizes são aqueles que pegam no lado errado e o transformam no lado certo.» 
| Carolina Jacques |

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Querido, vamos mudar de casa!

Estou há 15 anos nesta casa, nesta rua. Gosto muito da minha casa, e gosto muito de viver aqui. Nunca tive problemas com a vizinhança, a zona é calma e nunca houve problemas. Tenho basicamente tudo à mão. Escola, talho, padarias, mercearias.
A questão é que a minha casa é pequena. Não o era quando casamos, mas a família cresce e a casa já não dá. Decidimos há uns tempos que iríamos vender a casa e comprar uma maior. Ganhar espaço e qualidade de vida.
Os meses foram passando, os anos e a casa não vendia.
Até agora. De repente, em 3 dias vendemos a casa e ficamos um a olhar para o outro com um misto de alegria e nostalgia.
A nostalgia (pelo menos comigo) durou ali 2 dias e deu lugar a  outro sentimento que é a vontade de  recomeçar, noutro sítio. Com novas rotinas. Com novo ar.
Agora é tempo de procurar. Talvez a tarefa mais difícil, a de encontrar novo ninho, algo que nos preencha e com a qual nos identifiquemos.
Vamos voltar a sentir aquela sensação de entrar numa casa nova e arrumar as nossas coisas nos sítios certos. Ver de que lado fica melhor o sofá, pendurar os quadros. Tornar aquele espaço vazio, cheio, com a nossa historia.
Como diria alguém que agora não me lembro, mudar de casa é um bocadinho como poder viver uma nova vida, sem ter de morrer pelo meio.
Já me imagino a chegar a uma casa, e de começar a imaginar as minhas coisas ali, a nossa vida naquele novo lugar, a felicidade por estrear, toda uma vida em perspectiva.
Imagino a felicidade que será  ver as paredes mudarem de cor (se for o caso), os meus móveis a entrar em casa, as caixas a ficarem vazias, e nós os 3 a decidir onde fica cada detalhe.
Vai ser bom. Acredito.