quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Das doenças

Sabem quando a preocupação é tanta que nem conseguimos chorar? Apenas aparece aquele formigueiro na ponta dos dedos e a dor de barriga?
Há muito que não sentia isso, mas ontem senti. Estava assim desde manhã. Há espera da resolução de um problema de saúde e a certeza de um diagnóstico.
Ás vezes dou comigo a pensar que envelhecer não é triste, eu não encaro assim.
Envelhecer faz parte da vida, é um processo pelo qual passamos todos e, sem querer mesmo parecer cliché, acho mesmo que é uma questão de como a gente encara o envelhecimento.
Triste são as doenças. Essas sim, que maltratam e transformam. Nunca ninguém sabe a maneira perfeita de lidar com a doença, seja nossa, seja dos nossos. Cada um lida como pode e como sabe. E essas sim, as doenças, são más, sugam, corroem, anulam.
É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que vamos aprendendo depois com a vida a sermos pai e mãe. Mas na realidade também ninguém nos prepara para sermos filhos de pais envelhecidos e doentes.
Fazemos o que podemos, um dia de cada vez e criamos memórias que ficarão nos nossos corações.

Para ti


Chorar de felicidade

A semana passada fui a  um concerto. Nada de fantástico, mas uma cantora que gosto muito.
Fui eu e ele.
Foi o que eu chamo de uma noite perfeita.
Jantamos a dois, num Caffé maravilhoso perto do mar, depois a musica...... linda, suave, sem grandes apresentações, sem grandes exibicionismos.
Já não ia a um concerto há muitos anos. Muitos. Aquelas vozes a cantar em uníssono, as luzes, a multidão, a alegria de estarmos bem, hoje, juntos e felizes.
Chorei. Porque também se chora de felicidade.


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Encontros e desencontros

Nas minhas breves caminhadas nocturnas, tenho encontrado pessoas que já não via há muito tempo. Há anos. É engraçado que há pessoas que quando nos cruzamos com elas  a empatia é igual, e há outras em que criamos aquele segundo perturbador de silencio à procura da ultima memória que temos com ela.
A vida anda para a frente, há pessoas que já estão divorciadas, que já perderam os pais, que viviam bem e que agora estão com dificuldades. E vice versa.
O nosso destino tem caminhos, vários, e somos nos que escolhemos que caminhos queremos seguir.
Nunca sabemos em que estação vamos saltar, ou entrar. Ás vezes a vida cruza-nos de novo, ou porque os nossos filhos andam juntos na escola, ou porque a pessoa trabalha naquele café onde vamos diariamente.
A vida encarrega-se de nos cruzar, ou não. Há amizades que ficam lá atrás e ficam apenas as memórias dos bons momentos.