terça-feira, 27 de novembro de 2018

As voltas da vida

Ando a constatar que sou uma pessoa terrível, daquelas que se ri da desgraça alheia. 
Bem, não são todas as desgraças como é óbvio, mas há algumas desgraças que me dão assim digamos, um certo gozo.
Vejamos: Adoro ver uma daquelas gajas que tinham a mania que eram boas na minha altura de escola, que eram as maiores, que tinham todos os rapazes, e que eram superiores, que acabavam por gozar com toda a gente por tudo e por nada, que eram alvo de desejo de todos os meninos, ver essas meninas a perder todo o seu "esplendor". 
Ir na rua e dar de caras com um exemplar desses com uns 15 kg a mais, cabelo oleoso e aquele ar de dona de casa, é assim coisa para me deixar a sorrir durante algum, tempo.
Gostava obviamente que as coisas fossem diferentes e tenho pena que seja assim que muitas pessoas acabam, mas no fundo toda a vida delas foi fútil e de sarcasmo alheio.
Todas as acções têm um retorno, gozavam com todos, riam-se de quem não usava marcas caras ou tinha borbulhas, porque olhavam para todos com um ar de superioridade quando eram miúdas iguais a tantas outras mas tinham a sorte de serem mais bonitas e de terem mais dinheiro. 
A vida dá muitas voltas, e o problema é que as pessoas se esquecem disso.

Amor


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Da falta de educação

Não gosto de pessoas mal educadas, nunca gostei. Pessoas que não dizem bom dia, por favor, obrigada, de nada, pessoas que não sorriem ou acenam quando nos vêem, pessoas que nos dão encontrões e não pedem desculpa. 
Ultimamente tem-me acontecido com muita frequência. Das duas uma, ou ando muito sensível ou as pessoas estão cada vez mais voltadas para o seu próprio umbigo.
Pessoas que chegam à nossa beira e nem boa noite dão, que nos viram as costas e ficam ali como se fossem invisíveis.
Aos poucos a boa educação e sensibilidade das pessoas vai desaparecendo e vamos ficando a viver numa sociedade cada vez mais egoísta e insensível.
Dá que pensar.

Segundas-feiras